sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A CONSCIÊNCIA DO ELEITOR

Há dias ouvi alguém dizer, em jeito de censura, que os votantes eleitores da actual maioria que se aguentem e não se queixem das medidas tomadas agora e a tomar num futuro próximo pelo governo PSD/CDS.
De facto, seria bom e moralmente justo se os efeitos negativos das ditas medidas sobre a maioria dos portugueses afectassem apenas os responsáveis pela eleição em causa, os quais «livremente» expressaram a sua escolha, como aliás tem acontecido ao longo de décadas, desde o 25 de Novembro de 1975. A recessão fermentada por orientações politico-ideológicas erradas, conducentes à grave crise sócio-económica e à bancarrota, «justificam» o recurso às usurárias entidades europeias e internacionais, em nome do deus supremo, o cifrão. Tudo se sacrifica à redução do défice porque a Comunidade Económica Europeia criada em nome de preocupações sociais para o bem-estar dos seus cidadãos está morta até que os europeus acordem.
Contudo, são todos os portugueses que sofrem as gravosas consequências, especialmente os mais desfavorecidos, acrescidos daqueles que antes pertenciam à classe média, hoje quase desaparecida. Também são atingidos os abstencionistas e os que anulam o seu voto porque execram a política e os políticos, suspirando muitos deles pelo antigamente, durante o qual não se preocupavam com eleições, pois alguém velava por todos e tudo o que essa entidade quase divina determinava era o melhor.
Dentro de pouco tempo, senão mesmo já, irá ser cada vez mais difícil encontrar quem se assuma como eleitor que ajudou a pôr «democraticamente» no poleiro a maioria que governa que legisla que preside a Portugal.

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