terça-feira, 27 de setembro de 2011

MISERÁVEL OFENSA

A crise, os críticos, os pequenos sábios de todos os matizes, têm tentado justificar os males que afectam os portugueses, procurando os bodes expiatórios que lhes convêm e ao status quo vigente.
Desde o 25 de Abril de 1974, e com inusitada frequência nos últimos tempos, aparece gente que nunca aceitou a mudança e se empertiga contra a política e os políticos, responsabilizando-os indistintamente pela actual situação sócio-económica, e que, ao mesmo tempo, gozam de injustificadas colossais benesses.
Ora há dias, o patriarca de Lisboa deu uma entrevista a um periódico onde afirmou irresponsavelmente que quem sai da política não tem as mãos limpas, subentendendo-se que todos os políticos são corruptos. Esta categórica ofensa aos políticos deveria ter motivado uma reacção de desagravo na Assembleia da Republica de todos os grupos parlamentares, exigindo ao prelado a sua retratação ou então a confirmação fundamentada da sua boutade.
É inadmissível que o chefe da Igreja Católica portuguesa alegadamente representante religioso da grande maioria dos portugueses se atreva a insultar quem foi por eles eleito democraticamente.
Porque é que o cardeal não respeita os eleitos e denuncia antes as políticas erradas que têm conduzido o país à grave situação actual sem solução a médio prazo?
Concluindo, é imperativo não esquecer a enorme influência, nem sempre benéfica, da Igreja Católica antes e depois do 25 de Abril sobre os portugueses, particularmente no interior do país. Assim, não pode nem deve sacudir a água do capote…

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