domingo, 25 de setembro de 2011

AS PICARETAS FALANTES

Passaram quase quatro anos desde que publiquei no meu blogue um artigo de opinião sobre este tema, sempre actual pelos vistos. Por isto mesmo resolvi retomá-lo, iniciando-me por aquele artigo e actualizando-o.

«Há uns anos atrás (parafraseando o 1º Ministro, outras figuras publicas, fazedores de opinião, jornalistas, etc. ), hadem de se lembrar certamente que Jorge Coelho, então Ministro, recebeu o epíteto de picareta falante pelo seu característico modo de falar contundente e interminável. Entretanto, este ex-Ministro deixou a cena política mas teve dignos seguidores que, quando intervêm, matraqueiam os ouvintes e telespectadores.
Sem que signifique propor um ranking das novas picaretas falantes, começarei por citar alguém que o é por direito próprio, e também porque é uma senhora, Maria de Belém Roseira, ex-Ministra da Saúde, capaz de dizer mais de 100 palavras por minuto, como acontece nas manhãs das 3ª feiras da Antena 1 (Programa Conselho Superior) que culmina sempre com a intervenção salvadora de Eduarda Maio.
Três «fazedores de opinião» também fazem parte deste grupo: são eles Marcelo Rebelo de Sousa, amante do reiguebi , com a sua proverbial «imparcialidade», profecias incumpridas e insólitos mergulhos no Tejo ; Teresa de Sousa, «independente» mas alérgica a tudo o que cheire a esquerda e Raul Vaz com as suas monocórdicas e intermináveis prédicas. Neste subgrupo poderia, por equívoco, incluir-se Luis Delgado com o seu apaixonado carinho pelo W Bush e pelas armas de destruição maciça de Saddam Hussein, mas tal não seria justo porque só tem uma e essa já passou à estória.
De vez em quando vem à tona o incensado intelectual de direita Pacheco Pereira, picareta falante no seu característico sermão sonolento, o eterno adiado da política desde os tempos do castelo, émulo de D. Quixote brandindo contra tudo e todos, dentro e fora do seu (?) partido, destacando-se a sua «paixão assolapada» pelo PCP.
Dois sindicalistas igualmente picaretas, Ana Avoila com a sua gratuita e redutora antipatia e o «vigoroso e convincente» Nobre dos Santos.
Depois de um longo silêncio ressurgiu agora, com todo o fulgor, outro picareta, Ângelo Correia, ex-Ministro, autor da «intentona dos pregos».
Ainda o ex-Ministro e ex-Comissário da CEE, António Vitorino das Notas Soltas, afirmando democraticamente que «aqueles que não gostam das reformas deste governo têm que se habituar a elas, pois vão continuar».
Por ultimo, o picareta mor, o 1º Ministro José Sócrates dono da verdade absoluta, defensor do «ou estão connosco ou estão contra nós ».

Entretanto, novos picaretas surgiram no firmamento nacional, tanto na política como noutras áreas do quotidiano do país.
Para além do inefável Marcelo, agora com púlpito na TVI, faça-se-lhe justiça, continuando a sua intocável «imparcialidade», vários outros nos matraqueiam assiduamente.
Ocupando destaque pela sua coerência, elegância e urbanidade, está na berra o cacique da Madeira, senhor dr. A.J.Jardim, secundado por vezes e quando é preciso, pelo caceteiro seu lugar tenente e empresário de enriquecimento súbito. Vem a propósito referir que estes dois personagens ilhéus e a explicação sobre a verdadeira situação actual da R.A. da Madeira estão plasmados na obra de um jornalista (Ribeiro Cardoso) publicada em 2010.
Interrompendo hoje a reflexão sobre este tema, já que pretendo voltar a ele em data oportuna, não poderia esquecer como aconteceu em 2007, alguém que consegue falar sem respirar durante 10 minutos sobre o Futebol Clube Porto (é mesmo assim...) e seus inimigos mouros, atirando sempre gasolina para o fogo e, nos antípodas, a actual Ministra da Justiça Paula Teixeira da Cruz que, quando integrava o programa Conselho Superior da RDP Antena 1, começava abruptamente por bom dia/boa semana, saudação seguida de 35 parcas palavras e terminada de sopetão.

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