A actual crise política criada por Paulo Portas, procurando despudoradamente sacudir a água do capote, na sequência da maciça contestação popular contra toda a política e não apenas à miserável TSU arquitectada pelo ministro das finanças e pelo Moedas (este minúsculo secretário de estado faz jus ao nome…), deste governo PSD/CD S, manifestação que ultrapassou todas as previsões dos media e dos comentadores/profetas/opinadores/politólogos.
Os políticos que suportam esta maioria não olham a meios para justificar os actos ignóbeis dos seus governantes. Um caso paradigmático é o de um jovem turco do partido de Portas, deputado europeu, Nuno Melo de nome, arrogante e mal educado que se atirou, como gato a bofe, contra o Tribunal Constitucional por esta entidade ter considerado inconstitucional a supressão dos 13º e 14º meses de ordenado dos funcionários públicos e pensionistas, decisão que, na sua opinião pôs em causa a aplicação integral da política terrorista do governo!!! Para este demagogo que está sempre a encher a boca de democracia, atira-se aos partidos de esquerda, particularmente o PCP, com o mesmo ódio dos salazarentos e execra a actual Constituição da República, um empecilho, tal como o é, e sempre foi, o 25 de Abril de 1974.
Vem a propósito trazer à colação o inadmissível, certamente inconstitucional, esbulho cometido pelo ministro das finanças aos pensionistas e reformados que andaram a descontar mensalmente uma parte dos seus ordenados, durante dezenas de anos, para que o Estado, supostamente pessoa de bem, garantisse as suas futuras pensões e reformas. O primeiro-ministro e os ministros das finanças e da economia deste governo provaram não ser pessoas de bem, pois não respeitam os direitos adquiridos que deviam ser garantidos. Atacar as pensões e reformas é um verdadeiro acto de pirataria, de gente sem escrúpulos
Até onde esta gente(?) nos levaria, se pudesse. É vital estar-se atentos, prosseguindo a luta por melhores condições de vida que foram reclamadas nas grandes manifestações de 15 e 21 de Setembro p.p.
Sem comentários:
Enviar um comentário