POR INGENUIDADE
OU IRREFLEXÃO?
No FB apareceu um Grupo de
Apoio ao Juíz Carlos Alexandre, cujos mentores pretendem atingir os 100.000
aderentes!!!!
Ocorrem-me, de imediato, as seguintes
perguntas: porquê e para quê?
A iniciativa em causa pretende
apoiá-lo em desagravo de alguma injustiça que lhe foi feita, por quem e quando?
E se entretanto, uma facção
contrária, pretender criar, um grupo de agravo ao juiz Carlos Alexandre? Assim
como pode aparecer outro grupo ainda, que rejeite aqueles dois grupos, pelas
consequências que eles acarretam?
Parece-me evidente a intenção
de tomar a defesa deste juíz, tendo subjacentes razões políticas e, pouco
importa, se de direita, de esquerda ou do centro, para o enquadramento que os
media utilizam e a satisfação dos que os representam.
A propósito, impõe-se
ter presente que os Tribunais (no
plural) é o nome usado para referenciar um dos órgãos de soberania de Portugal.
Segundo a Constituição
Portuguesa, os Tribunais são competentes para administrar a justiça em nome do
povo e as suas decisões vinculam todas as entidades públicas e privadas,
prevalecendo sobre as de quaisquer outras entidades.
Os
tribunais administram a justiça e são o único órgão de soberania não eleito.
Os juízes são independentes e inamovíveis (que não podem ser afastados do seu posto), e as suas decisões sobrepõem-se às de qualquer outra autoridade.
Os juízes são independentes e inamovíveis (que não podem ser afastados do seu posto), e as suas decisões sobrepõem-se às de qualquer outra autoridade.
Assim, a tentativa de
politizar magistrados é um êrro grave, pela desestabilização que pode provocar
no funcionamento da justiça. A politização de um(a) juíz(a) teria consequências
para qualquer deles e para a magistratura portuguesa, na medida em que está a
por-se em causa as suas independência e imparcialidade, condições sine quanon para o desempenho cabal das
suas funções, isto é, julgar sem estar imbuída(o) de quaisquer preconceitos.
Não seria de reconsiderar a
manutenção do Grupo de Apoio ao Juíz Carlos Alexandre?
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