domingo, 29 de novembro de 2015


 FLAGRANTES DA VIDA REAL

Recordo-me, quando garoto, de ler nas Selecções do Readers Digest que o meu pai assinava, conjuntamente com a Mecânica Popular, uma rubrica com o sugestivo título que «usurpo» agora, onde eu ia logo que abria a revista, pois tinha pequenas crónicas interessantes que muito me entusiasmavam.

Naquela época li o meu primeiro grande romance Quo Vadis e vi depois o filme nele baseado, protagonizado pela Deborah Kerr e pelo Kirk Douglas.

Depois deste pequeno intróito, permitam-me então que trate de alguns flagrantes da vida real.



  1. Agora que o ciclo político mudou, a PàF está ameaçada de ruina. O mais certo, é os dois partidos irem cada um para seu lado, depois de um mero casamento de conveniência, tendo sido mais beneficiado o Portas e o CDS, senão este teria voltado a ser o partido do táxi o que, provavelmente, acontecerá em próximas eleições daqui a 4 anos. Na realidade, depois das manifestações publicas de incoerência e, sobretudo, de falta de palavra e portanto de honra, deverá ser cada vez maior a desconfiança em relação a este antigo jornalista anti-Cavaco (hoje seu acérrimo defensor), reforçada com os comportamentos salazarentos de alguns dos seus porta-vozes que só podem agradar à extrema direita, ao Arrojado, ao Abominável Homem das Neves e quejandos.



  1. Depois do seu governo ter sido chumbado com fragor na AR, os rabos de palha, o amiguismo,  o nepotismo, são as marcas da PàF no quadriénio que passou e até depois dele. Na realidade, depois de venderem a TAP a pataco e à pressa, o cipaio que a executou, agora vai vender o NovoBanco com um ordenado chorudo e pergunta-se: quem lhe vai pagar e porquê? A intenção será vender o dito banco a qualquer preço, seguindo a desastrosa prática relativa à TAP? Estou convencido de que muita gente de direita que sempre foi e é honesta, não aceita a imoralidade daquela venda por um governo demitido, quando outro iria ser empossado a seguir, nem tão pouco estará de acordo com este guloso prémio para um ex-governante, numa clara decisão anti-ética.

  2. O capo da CAP que começou a andar excitadíssimo quando a sua CAF perdeu as eleições de 4 de Outubro, lançou raios e coriscos inflamados contra a possibilidade de entendimento entre o PS e os outros partidos de esquerda, prégando contra a traição de António Costa e seus apoiantes. Contudo, o acordo concretizou-se, o governo tomou posse e, porque há que haver maleabilidade e dobrar a espinha, afirmou enfáticamente que o Ministro João Capoulas é o homem certo, no lugar certo, na hora certa. Viva a ignomínia.

  3. O mesmo capo da CAP brandiu, também hoje, contra a CGTP que quere deslocar, a concertação social do local habitual, para o Parlamento. Quem é que tinha dito isto antes??? Irado acusou também esta central sindical de nunca ter assinado acordos, ser contra os acordos, contra tudo e todos, contra a Padeira de Aljubarrota, contra o Aníbal e os Elefantes, contra o Fernandel e o Tótó e por aí adiante. Certamente a CGTP lhe reponderá à letra e uma coisa é certa, a concertação de que ele gosta, no seu raciocínio da moca, é aquela em que a força do trabalho não pode contar.












Sem comentários:

Enviar um comentário