quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ESTE GOVERNO NÃO ESTÁ EM ESTADO DE GRAÇA…

Hoje, após os discursos do Cavaco e do primeiro-ministro empossado, logo surgiram os avaliadores de sempre, defensores monolíticos do status quo de apoio à direita, segundo a sua visão vesga, a única hipótese viavel de governação, destacando-se António José Teixeira da SIC que, em tempos, foi um comentador respeitado.

Por outro lado, aquele jornalista fez eco da argumentação de defunta maioria, não tendo vergonha nem pudor mínimo, ao afirmar que a direita ganhou as eleições de 4 de Outubro enquanto que é a esquerda a formar governo. Se a sua direita ganhou porque é que não foi o seu governo a tomar posse agora? Certamente que não quere responsabilizar Cavaco que teve de indigitar António Costa para primeiro-ministro porque, querendo ele ou não, foi obrigado a cumprir a decisão do Parlamento, engolindo assim um grande sapo e, seguramente, batendo com a cabeça nas paredes…

O mesmo jornalista sentenciou, sem rebuço, que o novo governo não está em «estado de graça», tem que prová-lo o que será difícil, esquecendo-se daquilo que foi afirmado pelo ministro das finanças alemão, Wolfgang Schauble e pelo presidente do Eurogrupo Djsselbaum, não pondo restrições a quaquer governo português, como também do comportamento das bolsas e dos (divinos) mercados e até da agência de rating canadiana, e ainda, não menos significativa, a confiança em António Costa manifestada por Frederico Ulrich, presidente do BFI. A isto chama-se sectarismo político-ideológico e deixa muito a desejar o seu patriotismo.

Entretanto, estabeleceu a comparação entre Mário Centeno, o novo ministro das finanças, e Maria Luís Albuquerque, a ministra cessante dessa pasta, considerando aquele sem o peso institucional e internacional desta!!!!! Não será um exagero? O que era esta ministra antes de entrar no governo, contra a vontade do inefável Portas que reagiu com a conhecida decisão irrevogável, revogada logo a seguir? Com base em que escala? Ou quis referir-se apenas ao peso corporal? Convém lembrar, a este ímpar opinador, que Mário Centeno se doutorou na Universidade Harvard dos E.U.A., era quadro do Banco de Portugal e professor universitário o que para si é despiciendo!!!!

Não há forma de esta gente se convencer da mudança operada e para ficar, a bem do povo português.

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