quarta-feira, 13 de setembro de 2017






 A CABALA SOBRE A AUTOEUROPA

Afinal a cabala montada «não se sabe por quem....», quer o alegado assalto ao castelo pelo PCP, do Chora BE, quer as direitas partidárias e afins que apontam a responsabilidade desestabilizadora à CGTP, foi desmontada no ultimo Prós e Contras, pese embora a tendenciosa coordenadora do programa, onde trabalhadores e sindicatos afirmaram o seu empenho num acordo com a direcção da empresa. Por outro lado, perante o facto de ainda não haver acordo, é relevante a decisão da casa mãe da Volkswagen ao rejeitar a deslocalização da produção da AutoEuropa, objecto desta notícia, demonstra bem que caíram por terra as cobardes tentativas de partidarizar as decisões dos trabalhadores e a sua adesão maciça às lutas desenvolvidas.

Embora mantendo a minha opinião sobre a coordenadora do Prós e Contras tenho o dever de salientar, neste caso da AutoEuropa, a excepção  de uma escolha adequada dos painéis de convidados, permitindo um interessante contraditório, com a participação empenhada dos trabalhadores e seus orgãos representativos..

terça-feira, 12 de setembro de 2017


OS ULTIMOS FAIT DIVERS QUE NÃO O SÃO



O ESQUERDISMO É O QUE É, VEM SEMPRE AO DE CIMA

Sempre em bicos de pés, com o desejo incontido de protagonismo, na perspectiva de, como se diz no Porto, serem os máióres. Ainda há dias, ao falarem no OE, afirmaram que não permitirão (!!!!!) mais cativações, etc., etc.A ansia para a fotografia é tão grande que, por vezes, sem o quererem, acredito, coincidem com a direita, particularmente com a líder do CDS que, a propósito de tudo e de nada, já exigiu a demissão de ministros, secretários de estado, directores gerais e, não lhe faltando a vontade, só restam o primeiro ministro e o presidente da república.
O esquerdismo é o que é, vem sempre ao de cima.



VENTURA DIXIT: CONOSCO OU CONTRA NÓS

Este rapaz, candidato pelo PPD às autárquicas em Loures é, de facto, como agora se diz, uma figura incontornável, digna do Guiness de ópera bufa. Depois dos seus impropérios racistas e xenófobos, ameaça do seu pedestal de arrogância que, se a justiça não pender em seu favor, recorrerá à intervenção da justiça europeia. Ele nasceu fora do tempo, pois a sua filosofia barata tem raízes salazarentas, já que era o seu provável ídolo que dizia: não haja dúvidas, ou estão comigo ou contra mim.
Coitado, ele julga-se protegido por ser comentador televisivo do Benfica mas, seguramente, os dirigentes e massa associativa deste popular clube, repudiam a sua opinião anti social



VANDALISMO NA SEDE DA CANDIDATURA DE ISALTINO

Segundo as últimas, não terá havido assalto em Tancos o que, aliás, fora defendido por Sousa e Castro, um dos capitães de Abril.
Será que o vandalismo, em notícia, na sede da candidatura não terá explicação semelhante ao assalto a Tancos? A comiseração pelo sucedido, poderá ter efeitos benéficos para a candidatura.



BENFICA QUER IMPEDIR DIVULGAÇÃO DE E-MAILS PELO F.C.PORTO….

Afinal pretende-se impor a lei da rolha? Se não há nada para esconder, qual é o mal da divulgação dos e-mails trocados (?) com os árbitros(?). Será na lógica da «inocente» oferta dos vouchers aos mesmos?. Lá diz o ditado, quem não deve não teme.

sábado, 2 de setembro de 2017


O CAVACO E OS PIOS, SEM PIADA NENHUMA



Na publicitada aula da universidade de verão do PPD, Cavaco mostrou-se em todo o seu esplendor: ressabiado, cheio de raiva, falho de discernimento, sem educação nenhuma, utilizou um vocabulário rasca, com pretensões metafóricas desconseguidas. É verdade que foi primeiro ministro, teve duas maiorias absolutas, foi eleito e reeleito PR, porquê? Pela alegada competência, mas qué dela? O eleitorado anestesiado e formatado possibilitou tais resultados, com graves consequências para a maioria dos portugueses. Cavaco sempre demonstrou uma visão curta, pouco inteligente, sectária, arrogante, desprezou e diabolizou o eleitorado representado na AR pelos partidos de esquerda, isto é, a maioria de votantes. atitude que teve o clímax após as eleições de 5 de Outubro de 2015 o que quase lhe provocou um colapso.
Em tempos o seu pai lembrou aos que o contestavam, que: «O meu filho não é um veterinário qualquer, é um professor catedrático....»
Foi, sob todos os aspectos, o pior presidente eleito, ficou ao nível dos nomeados por Salazar.


domingo, 20 de agosto de 2017

A DESCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA E O GEN. SILVA CARDOSO



Li anteontem uma notícia no FB sobre a opinião de um historiador àcerca das confissões do gen. Silva Cardoso, ex-Alto Comissário em Angola, e de imediato senti-me na obrigação de comentar a dita, atendendo a que a vivi intensamente, embora preservando a família, perdi quase tudo o que tinha, material e afectos. Entretanto, não fixei o nome do historiador em causa e, por outro lado, não consigo reencontrar a notícia. Omitindo o seu nome não quero deixar de emitir a minha opinião sobre o assunto.

Ainda que a sua apreciação seja crítica, a avaliação do processo de descolonização de Angola não pode limitar-se às memórias do Gen. Silva Cardoso, pois seria uma provocação ao 25 de Abril de 1974, à libertação de Portugal e das colónias, após quase 50 anos de ditadura fascista. Silva Cardoso demonstrou-se retrógrado, com espírito colonialista e com uma certa saudade do estado velho.

O historiador afirma a certa altura que num ápice opinativo, Silva Cardoso considerou traidores os autores da descolonização que quiseram acabar rapidamente com a guerra colonial e levar a cabo com celeridade a emancipação (o homem estava perturbado) dos povos coloniais, pela nefasta influência dominante dos comunistas e pela vaidade de Mário Soares por quem revelou uma inimizade clara ao considerar que não ouviu os povos coloniais e que foi condicionado pela influência soviética e pelo ódio ao Salazarismo. Num pequeno àparte, deixo claro que não me move nenhuma simpatia por Mário Soares, mas o seu a seu dono.

No entanto, o historiador não considera os aspectos seguintes, a meu ver, relevantes para compreensão do fenómeno descolonização de Angola:

1.    A descolonização levada a cabo resultou da obstinada e criminosa recusa de Salazar em corresponder aos apelos dos movimentos de libertação para conversações na década de 50, do séc.XX, às pressões da opinião pública internacional, incluindo as dos seus amigos que não quizeram legitimar abertamente a sua política colonial.

2.    Os movimentos de libertação eram efectivamente os legítimos representantes dos colonizados, a maioria negros, mas também mestiços e brancos não racistas.

3.    É bom lembrar que logo a seguir ao 25 de Abril, uma das primeiras palavras de ordem nas ruas de Portugal, compreensível depois de mais de 13 anos de conflito mortífero, foi o fim da guerra colonial e a interrupção do envio de tropas para as colónias. Passaria pela cabeça de alguém, a não ser na de Silva Cardoso ou de outra gente do tempo velho, em impor que se mantevesse e reforçasse as tropas, que se parasse uns tempos e promovesse um referendo sobre o futuro político da colónia ????

4.    Entretanto nas colónias surgiu logo a exigência da independência sem restrições, pelos seus movimentos de libertação.

5.    A persistência, inicialmente com poderes intocados, da pide, acolitada pelas outras organizações salazarentas, teve efeitos muito nefastos ao atacar o MPLA com a verborreia salazarista anti-comunista para dele afastar a minoria branca, ao fomentar o ódio racial anti-negros e, numa terceira fase ao incentivar a fuga maciça dos colonos através de todos os meios ao seu alcance.

6.    Antes de concluir, enfatiso que o racismo também se manifestou violentamente contra os brancos, com graves incidentes e numerosas vítimas, agudizando-se assim as relações entre as duas comunidades, já de si muito tensas.



Concluindo, a descolonização de Angola foi a possível naquelas circunstâncias e poderia, deveria, ter sido exemplar se Salazar não se mantivesse enquistado no seu casulo de sacristão e encetasse conversações com os movimentos de libertação, com vista à sua autodeterminação e ulterior independência

domingo, 30 de julho de 2017


O ESQUERDISMO AINDA O É?

Em tempos, Lenine manifestou-se crítico do revolucionarismo ou esquerdismo, definindo-o como a doença infantil do comunismo. Várias décadas se passaram desde o 25 de Abril de 1974 e o esquerdismo consolidou-se em Portugal através de uma fusão de várias organizações políticas de extrema esquerda, PSR, UDP e outras, no Bloco de Esquerda BE, que hoje é a terceira força representada na Assembleia da República, fruto das eleições levadas a cabo em 2015, ultrapassando o PCP, que foi o principal opositor ao regime fascista salazarista, que continua a ter grande influência em todos os sectores da vida nacional, particularmente no movimento sindical e nas autarquias, como a terceira representação partidária e unitária.

Assim, o BE, os seus dirigentes, conquistaram posição política relevante, a meu ver, muito graças à conjugação dos factores seguintes:

a)    A persistência do modo desactualizado de comunicação da direcção do PCP com os portugueses, sem ter em conta a sua formatação quotidiana, levada a cabo pela quase totalidade dos media, incluindo os do sector público, e a hierarquia da igreja. Ora a situação nos ultimos tempos é muito diferente da que existiu até ao enraizamento anticomunista do 25 de Novembro, com a colaboração contranatura de antifascistas, como foi o caso de Mário Soares.

b)    A derrocada da União Soviética que o sistema dominante considera, entusiamado, a derrota final do socialismo, com a concumitante vitória definitiva do capitalismo.,,,

c)    A dinâmica política dos dirigentes do BE, alicerçada nos pontos anteriores e no indesmentível consistente e permanente apoio dos media, cujo inimigo principal sempre foi e continua a ser o PCP, um partido de futuro, com passado. Esta indesmentível constatação encontra-se, em termos práticos, no quotidiano da comunicação social, onde a presença do PCP ou de seus simpatizantes é nula ou pouco menos, tanto nas notícias, como nos debates, enquanto que o BE está sempre representado, rivalizando com os representantes omnipresentes dos partidos da direita, prática a que está associada a crítica insidiosa e a mistificação sobre tudo que com ele se relacione.



A actual solução governativa de esquerda, resultante quer da situação calamitosa do país e particularmente dos portugueses, causada pela terrorista governação da direita nos 4 anos anteriores  a 2015, com o beneplácito de um presidente da república incapaz e sectário, como da necessidade imperiosa de inversão governativa em favor da maioria e, não menos importante, da abertura patriótica, para um consenso à esquerda, do secretário geral do PS, do secretário geral do PCP, das direcções do BE e do PEV.

Os bons resultados da governação do PS, com o apoio dos partidos de esquerda, sem pôr em causa a respectiva identidade político-ideológica, demonstra à saciedade a correcção da escolha feita, de resto hoje plenamente reconhecida pelos dirigentes da UE e até por Schauble, ministro alemão das finanças, depois da guerra aberta que lhe moveram.

Neste contexto, apesar da conjugação dos vários partidos para a manutenção do espírito do acordo, sobressai a atitude dos dirigentes do BE, sempre prontos para as solicitações dos media, sublinhando a sua individualidade, qual arautos da verdade absoluta, dando umas vezes no cravo e outras na ferradura, não se coibindo de afirmar que estão sempre na vanguarda da luta.

Esta actuação, propositadamente publicitada, cai bem junto da juventude, é levada a cabo por gente jovem, simpática, com experiência de palco e aparentemente competente, com relêvo para a sua coordenadora, Catarina Martins, sempre impante girando qual catavento, deixando escapar um pequeno esgar de satisfação consigo própria, por vezes a despropósito.

Outro comportamento do BE, para mim, difícil de entender, são os seus afectos/desafectos por Angola e Cuba, muitas vezes em coincidência com a direita. A má vontade dos partidos que o integraram em relação ao MPLA. antes do 25 de Abril, devia-se ao seu alinhamento com o maoismo, o inacreditável regime albanês de Enver Hoxa e o antisovietismo, quando a ulterior história demonstrou o afastamento do MPLA, de Agostinho Neto, em relação à URSS. Após a independência, a 11 de Novembro de 1975, os partidos criadores do BE, deram suporte à criação e acção dos CAC, Comités Amilcar Cabral, grupos políticos de extrema esquerda que originaram a OCA, Organização Comunista de Angola, envolvida no 27 de Maio de 1977 com Nito Alves. É oportuno referir que Nito Alves, ex-dirigente e dissidente do MPLA, recebeu o apoio político da URSS



Concluindo, o esquerdismo ainda o é? Embora com novas roupagens e adaptação à situação actual, persistem neles tiques esquerdistas indicativos de que a transformação ainda é epidérmica. De facto, nos ultimos tempos, apesar de continuar a ser um dos partidos da maioria, os dirigentes do BE apregoam uma irresponsável contestação sectorial ao governo, numa aliança extemporânea à direita. reivindicando para si, em bicos de pés, o epíteto de verdadeira força de oposição.



Esperemos que não se repita a fábula do sapo e da vaca.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

RACISMO IMPENITENTE…

O ultimo Prós e Contras na RTP1 abordou o tema racismo, através da pergunta «Portugal é um país racista?», quanto a mim capciosa e por isso errada, pois o que esteve em causa foi indagar se há racismo em Portugal ou se os portugueses são racistas. De facto, a sondagem demonstrou que mais de metade dos portugueses intervenientes consideram que há.

Antes de mais convém ter presente que a antropologia científica demonstrou, há muito tempo, que só existe uma raça, a humana. O racismo e qualquer outra forma de discriminação étnica, social, religiosa, sexual e consequente perseguição dos diferentes, é algo de condenável que, infelizmente, está presente em muitos países ditos civilizados, nomeadamente Portugal.

Vem a propósito a referência ao candidato número 1 da lista da coligação PPD/CDS à autarquia de Loures, nas próximas eleições, que afirmou categóricamente, isto é, sem titubear, o seu racismo anti ciganos. Por coincidência ou não, o candidato em questão, é comentador futebolístico de um canal televisivo, em defesa de seu clube, o Benfica.
A sua candidatura, é uma tentativa oportunista de aproveitamento da popularidade deste grande clube, mas estou em crer que a maioria dos seus adeptos repudia a sua argumentação de cariz racista.

Depois das lamentáveis afirmações do candidato, o CDS repudiou a sua atitude, desvinculou-se da coligação e vai apresentar-se com lista própria, enquanto que o PPD mantém-lhe o seu apoio… Assinale-se que o escolhido candidato reincidiu hoje na sua atitude discriminatória com um ataque  aos islamistas.


Ao menos que os eleitores de Loures e de todo o país,  rejeitem qualquer candidato com tendencias extremistas, racistas e xenófobas, e dêem-lhes o destino que tiveram recentemente os seus pares em França, na Holanda e no Reino Unido, reduzindo-os àquilo que são, uma expressão social e eleitoral residual.

terça-feira, 18 de julho de 2017


A CULPA NÃO TEM QUE MORRER SOLTEIRA

Depois das ultimas tragédias relacionadas com devastadores incêndios, nomeadamente os 47 mortos na EN236, ficou demonstrado que à falta de argumentos construtivos, irrompeu o aproveitamento negativo de tudo o que aconteceu, na tentativa de se obter dividendos políticos, quando se deveria ter unido esforços para apoio às vítimas e imediata recuperação das perdas.

Tal despudorado aproveitamento ficou bem patente no assomo, em bicos de pés, da presidente do CDS, Assunção Cristas, ao exigir a imediata demissão da ministra da Adminstração Interna, pela sua alegada responsabilidade naquela imensa catástrofe, apelando ao regresso imediato de férias do primeiro ministro para o afastamento, sem demora, daquela ministra. A exigência desta dirigente partidária foi de puro oportunismo político e, sobretudo, quis fazer tábua rasa das responsabilidades de todos os governos nacionais, anteriores e actual, que nunca passaram das promessas aos actos, para a gestão adequada das florestas e aposta na prevenção dos incêndios que têm morto pessoas, destruido bens imóveis e recursos vivos e consumido milhares e milhares de hectares do património florestal do país.

Por outro lado, é verdade que, apesar de tudo, veio à tona o decantado espírito solidário dos portugueses, segundo Marcelo porque somos os melhores dos melhores, embora certamente tal deva acontecer com outros povos, em circunstâncias idênticas. Além da oferta de géneros alimentícios e roupas, foram muitas as dádivas em dinheiro, num total superior a 13 milhões de euros. Ao que parece esse elevado montante ainda não teria chegado aos destinatários atingidos pela tragédia, o que serviu para Pedro P.C. atirar à cara do primeiro ministro, num acesso de ira, aos berros, repetido vezes sem conta em todos os media, particularmente nas televisões, incluindo a pública. Até nisto ficou evidente o desnorte e falta de honestidade intelectual do PPC, pois tal dádiva é gerida pelas entidades de solidariedade social, como as Misericórdias e outras, que deverão proceder à sua adequada distribuição, isto é, esta tarefa não incumbe ao governo, ao contrário do que PPC quis transmitir aos portugueses.

Concluindo, a culpa não pode morrer solteira, como se atreveu a aventar PPC, pois muitos são os culpados, antigos e actuais, desde o 25 de Novembro de 1975, já que não vale a pena culpar o estado velho pois, naquele tempo, tudo era muito pequeno, desde as irrisórias mentalidades dirigentes à lamentável resignação do pobrete mas alegrete.