A
CULPA NÃO TEM QUE MORRER SOLTEIRA
Depois das ultimas tragédias
relacionadas com devastadores incêndios, nomeadamente os 47 mortos na EN236, ficou
demonstrado que à falta de argumentos construtivos, irrompeu o aproveitamento
negativo de tudo o que aconteceu, na tentativa de se obter dividendos políticos,
quando se deveria ter unido esforços para apoio às vítimas e imediata
recuperação das perdas.
Tal despudorado aproveitamento
ficou bem patente no assomo, em bicos de pés, da presidente do CDS, Assunção
Cristas, ao exigir a imediata demissão da ministra da Adminstração Interna,
pela sua alegada responsabilidade naquela imensa catástrofe, apelando ao
regresso imediato de férias do primeiro ministro para o afastamento, sem
demora, daquela ministra. A exigência desta dirigente partidária foi de puro
oportunismo político e, sobretudo, quis fazer tábua rasa das responsabilidades
de todos os governos nacionais, anteriores e actual, que nunca passaram das
promessas aos actos, para a gestão adequada das florestas e aposta na prevenção
dos incêndios que têm morto pessoas, destruido bens imóveis e recursos vivos e consumido
milhares e milhares de hectares do património florestal do país.
Por outro lado, é verdade que,
apesar de tudo, veio à tona o decantado espírito solidário dos portugueses, segundo
Marcelo porque somos os melhores dos melhores, embora certamente tal deva
acontecer com outros povos, em circunstâncias idênticas. Além da oferta de
géneros alimentícios e roupas, foram muitas as dádivas em dinheiro, num total superior
a 13 milhões de euros. Ao que parece esse elevado montante ainda não teria
chegado aos destinatários atingidos pela tragédia, o que serviu para Pedro P.C.
atirar à cara do primeiro ministro, num acesso de ira, aos berros, repetido
vezes sem conta em todos os media, particularmente nas televisões, incluindo a
pública. Até nisto ficou evidente o desnorte e falta de honestidade intelectual
do PPC, pois tal dádiva é gerida pelas entidades de solidariedade social, como
as Misericórdias e outras, que deverão proceder à sua adequada distribuição,
isto é, esta tarefa não incumbe ao governo, ao contrário do que PPC quis transmitir
aos portugueses.
Concluindo, a culpa não pode
morrer solteira, como se atreveu a aventar PPC, pois muitos são os culpados,
antigos e actuais, desde o 25 de Novembro de 1975, já que não vale a pena
culpar o estado velho pois, naquele tempo, tudo era muito pequeno, desde as irrisórias
mentalidades dirigentes à lamentável resignação do pobrete mas alegrete.
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