sexta-feira, 2 de junho de 2017



Alguns factos políticos de grande relevância:

1. A GERINGONÇA E OS POLITÓLOGOS



«Tremem como varas verdes» ao serem obrigados a admitir que novas geringonças (o tal Portas que pretendeu vaticinar, com o termo, a morte imediata do entendimento das esquerdas em Portugal, ainda hoje se belisca perante a situação política nacional) surjam noutros países europeus e de fora da Europa, sentencio eu. Os dois politólogos citados, Carlos Jalali, estrangeiro e Costa Pinto, português, comentadores do status dominante que consideram o único possível, arrepelam-se todos, confundem os seus desejos, os seus vaticínios com a realidade portuguesa de entendimento, sem descaracterização de principios político-ideológicos dos partidos integrantes, situação impensável há muito pouco tempo. E então produzem algo interessante: porque é que tal acordo só surgiu 41 anos depois do 25 de Abril de de 1974? Questionam mas não explicam porquê? A meu ver, simples cidadão que sou e que viveu o estado velho, a revolução e os 43 anos de democracia relativa, a justificação é simples: porque o secretário geral do PS é António Costa, porque Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP, demonstrou abertura (classificada de milagre, pelo ensaísta Eduardo Lourenço), por existir um BE e um PEV. Com qualquer dos anteriores SG do PS seria irrealizável um acordo, particularmente Mário Soares que sempre privilegiou alianças com a direita, metendo o socialismo na gaveta.

Não ficava nada mal aos dois politólogos um pouco de honestidade intelectual e menos sectarismo.




2. PASSOS COELHO UM TRISTE



Desta vez o primeiro ministro António Costa enganou-se quando classificou Passos Coelho de menos alegre, quando este homem é um triste irrascível, numa combinação aparentemente paradoxal. De facto, ele vive em contradição insanável com o que fez/não fez e diz que fez como primeiro ministro, querendo patéticamente colher os louros dos bons resultados da governação actual. Apesar de ter tempo de antena quotidiano, na rádio e televisão, por coincidência (ou não?) logo a seguir a mais uma boa notícia de recuperação dos malefícios que ele impôs como líder durante os malfadados quatro anos da PAF.

Entretanto, gente do seu universo político-partidário aparece, dando-lhe na cabeça com toda a força, aconselhando-o a uma sabática perpétua. Coisas da vida dirá ele...






3. A ALIANÇA CLIMÁTICA DOS EUA



Bravo pela inteligência, pela determinação, pela coragem destes três estados dos EUA, Califórnia, Nova Iorque e Washington, ao rejeitarem a decisão irresponsável, criminosa e imbecil do Trump, comprometendo-se a respeitar os acordos de Paris em defesa da contribuição para a preservação do clima do nosso planeta, isto é, do futuro da humanidade. É bom recordar que, este personagem de opera bufa, não confia na investigação científica de primeira grandeza do seu país nem na internacional,igualmente de grande qualidade, que têm feito, em estreita cooperação, um estudo aturado e persistente das graves alterações climáticas, suas causas e consequências a prazo, ao declarar Trump, sem pudor que é tudo uma mentira, concluindo enfática e estupidamente «United States first», usando o populismo mais burro, como se fosse possível isolar os EUA do resto do mundo.
Esperemos que outros estados, senão todos, tomem decisão idêntica, isolando o Trump, tornando-o um pária no seu país e aos olhos do mundo inteiro.




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