Alguns factos políticos de grande relevância:
1. A GERINGONÇA E OS POLITÓLOGOS
«Tremem como varas verdes» ao serem
obrigados a admitir que novas geringonças (o tal Portas que pretendeu
vaticinar, com o termo, a morte imediata do entendimento das esquerdas em
Portugal, ainda hoje se belisca perante a situação política nacional) surjam
noutros países europeus e de fora da Europa, sentencio eu. Os dois politólogos
citados, Carlos Jalali, estrangeiro e Costa Pinto, português, comentadores do
status dominante que consideram o único possível, arrepelam-se todos, confundem
os seus desejos, os seus vaticínios com a realidade portuguesa de entendimento,
sem descaracterização de principios político-ideológicos dos partidos
integrantes, situação impensável há muito pouco tempo. E então produzem algo interessante:
porque é que tal acordo só surgiu 41 anos depois do 25 de Abril de de 1974?
Questionam mas não explicam porquê? A meu ver, simples cidadão que sou e que
viveu o estado velho, a revolução e os 43 anos de democracia relativa, a
justificação é simples: porque o secretário geral do PS é António Costa, porque
Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP, demonstrou abertura (classificada
de milagre, pelo ensaísta Eduardo Lourenço), por existir um BE e um PEV. Com
qualquer dos anteriores SG do PS seria irrealizável um acordo, particularmente
Mário Soares que sempre privilegiou alianças com a direita, metendo o socialismo
na gaveta.
Não ficava nada mal aos dois politólogos
um pouco de honestidade intelectual e menos sectarismo.
2. PASSOS COELHO UM TRISTE
Desta vez o primeiro ministro António
Costa enganou-se quando classificou Passos Coelho de menos alegre, quando este
homem é um triste irrascível, numa combinação aparentemente paradoxal. De
facto, ele vive em contradição insanável com o que fez/não fez e diz que fez
como primeiro ministro, querendo patéticamente colher os louros dos bons
resultados da governação actual. Apesar de ter tempo de antena quotidiano, na
rádio e televisão, por coincidência (ou não?) logo a seguir a mais uma boa
notícia de recuperação dos malefícios que ele impôs como líder durante os
malfadados quatro anos da PAF.
Entretanto, gente do seu universo
político-partidário aparece, dando-lhe na cabeça com toda a força,
aconselhando-o a uma sabática perpétua. Coisas da vida dirá ele...
3. A ALIANÇA CLIMÁTICA DOS EUA
Bravo pela inteligência, pela determinação, pela coragem destes
três estados dos EUA, Califórnia, Nova Iorque e Washington, ao rejeitarem a
decisão irresponsável, criminosa e imbecil do Trump, comprometendo-se a
respeitar os acordos de Paris em defesa da contribuição para a preservação do
clima do nosso planeta, isto é, do futuro da humanidade. É bom recordar que,
este personagem de opera bufa, não confia na investigação científica de
primeira grandeza do seu país nem na internacional,igualmente de grande qualidade,
que têm feito, em estreita cooperação, um estudo aturado e persistente das
graves alterações climáticas, suas causas e consequências a prazo, ao declarar
Trump, sem pudor que é tudo uma mentira, concluindo enfática e estupidamente
«United States first», usando o populismo mais burro, como se fosse possível
isolar os EUA do resto do mundo.
Esperemos que outros estados, senão todos, tomem decisão idêntica, isolando o Trump, tornando-o um pária no seu país e aos olhos do mundo inteiro.
Esperemos que outros estados, senão todos, tomem decisão idêntica, isolando o Trump, tornando-o um pária no seu país e aos olhos do mundo inteiro.
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