CUBA,
O ÚNICO INTERVENIENTE ESTRANGEIRO NA VENEZUELA, SEGUNDO ASSIS
Na segunda-feira 18 de Março realizou-se, na RTP1, mais um programa Prós e Contras, coordenado por Fátima Campos Ferreira, tendo constituído, como é hábito, duas mesas, uma Pró e outra Contra, sobre a situação na Venezuela.
Na mesa dos presumivelmente Pró, foram convidados o deputado comunista António Filipe, não sabe se a título individual se em representação do PCP e Tiago Moreira de Sá, responsável pela Comissão de Relações Internacionais do PSD.
Na outra mesa, a priori Contra, ficaram o secretário de estado das comunidades, José Luís Carneiro, e o eurodeputado do PS Francisco Assis.
Nos contactos via Skype, esteve um conselheiro das comunidades lusovenezuelanas, um padre e um médico, membro da Associação de Médicos LusoVenezuelanos, e na plateia todas(os) elas(es) luso-venezuelanos, além do repórter da RTP1 Helder Silva e o Camara Araújo que se manifestaram uniformemente contra o governo do país
Quem esteja interessado em ouver (ver e ouvir) exaustivamente todas as intervenções, poderá recorrer à gravação disponível nas várias operadoras de TV.
A primeira palavra foi dada pela coordenadora do programa ao advogado e deputado do PCP, António Filipe. Perante a introdução crítica ao governo da Venezuela, concordou que a situação é grave e preocupante. Sublinhou que não estava ali unicamente para defender o governo de Nicolás Maduro mas anotou que a crise resulta sobretudo do boicote de há vários anos dos EUA, acentuado nos últimos meses, o que impede as trocas com o mercado externo, para aquisição produtos de primeira necessidade, incluindo medicamentos e outros bens, mas também a exportação dos seus produtos petrolíferos. Referiu ainda que Nicolás Maduro é o legítimo presidente eleito no país e criticou aqueles que reconheceram o abusivamente autoproclamado presidente interino Guaidó.
A seguir aflorou a unânime rejeição dos entrevistados via Skype e da plateia, à tèse exposta por António Filipe, quer quanto às causas da crise, no seu entender da responsabilidade exclusiva de Maduro e dos seus apoiantes, como relativamente à não validade da auto proclamação de Guaidó, alegadamente prevista na Constituição, segundo uma advogada ali presente, manifestando-se ainda vários participantes a favor da intervenção no país pelos EUA. De seguida, António Filipe, professor de Direito Constitucional, contestou aquela referência constitucional.
Falou depois o Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, explicando a posição do governo, com os objectivos essenciais de apoiar e proteger a numerosa comunidade lusa residente e associar-se aos membros da UE e de países amigos, no reconhecimento de Guaidó como presidente interino, mas rejeitando qualquer intervenção estrangeira, defendeu o diálogo, como única forma de resolução pacífica do confronto.
Tiago Moreira de Sá, Responsável pela Comissão de Relações Internacionais do PSD, cuja escolha para a mesa Pró ficou por explicar, foi mais um interveniente contra o governo da Venezuela.
Chamado a intervir o repórter da RTP1 Helder Silva, revelou que no mês inteiro em serviço ali, esteve sempre como turista, pois não quis arriscar-se a legalizar a sua presença junto das autoridades, temendo a sua detenção…(um mês inteiro com visto de turista, exposto pelas câmaras, várias vezes por dia e nada lhe aconteceu, numa ditadura implacável, porquê?). Depois desta estranha comunicação, Fátima Campos Ferreira, num laivo de momentânea independência, perguntou-lhe como explicava o facto de haverem manifs pró Maduro de dimensão idêntica às de Guaidó, ele respondeu de imediato: «Eram todos funcionários !!!», depreendo que trabalhadores da função pública…e eu pergunto, os apoiantes de Guaidó eram todos mercenários?
Escolhi para concluir, a participação do outro membro da mesa Contra, o eurodeputado do PS Francisco Assis que deixou clara a sua condenação de Nicolás Maduro e seus seguidores, pelo seu comportamento antidemocrático e fechou, com chave de lata ferrugenta, a sua proclamação afirmando, ipsis verbis : «A única intervenção externa actual na Venezuela é de Cuba»…
domingo, 24 de março de 2019
sábado, 9 de março de 2019
A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO
A
principal notícia de hoje sobre este martirizado país é o apagão que dura há mais
de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem
do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois
do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para
desestabilizar a Venezuela.
Os
media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação
mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela
de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado
internacional, devido ao boicote que é exercido sobre
este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto
cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das
carências de que o seu povo sofre?
A propósito, pergunto: Qual é o país
autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo
para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país tem conseguido
resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos
e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada
pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.
Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente
e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores
reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para
o seu povo?». Santa hipocrisia, então como se a sua exportação para o mercado
mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a
ameaça de retaliação para os outros?
A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO
A
principal notícia de hoje sobre a Venezuela, é o apagão que dura há mais
de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem
do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois
do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para
desestabilizar a Venezuela.
Os
media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação
mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela
de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado
internacional, devido ao boicote que é exercido sobre
este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto
cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das
carências de que o seu povo sofre.
A propósito, pergunto: Qual é o país
autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo
para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país que tem conseguido
resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos
e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada
pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.
Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente
e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores
reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para
o seu povo?». Santa hipocrisia, então como, se a sua exportação para o mercado
mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a
ameaça de retaliação para os outros?
sábado, 23 de fevereiro de 2019
A
ABERTURA DA CAÇA AO VOTO
Abriu a caça ao voto para as
eleições que se avizinham, com fogo de artifício e foguetes, lá para os lados
da direita nacional. É o CDS, cuja presidente e gauleiters já o julgam líder da
dita, o PPD/PSD, fraquinho, fraquinho, a Aliança liderada por um «Jovem de
Portugal, extremista dos anos 50/60, do séc. XX», primeiro ministro por dias e
sempre inconstante, o PPM, o PNR, o MRPP, etc., etc. e, quantos mais melhor,
para a democracia.
O primeiro passo com estrépito
foi dado, de braço dado, por Cavaco que saíu da
hibernação após um sono profundo num qualquer sarcófago egípcio,
provavelmente por causa dos solavancos sobre o Pavilhão Atlântico do seu genro,
de braço dado dizia, com Passos Coelho, o ex-primeiro ministro, que nunca
aceitou, ele e o séquito respectivo, partidário e comunicacional, a solução de
governo do PS, com apoio da esquerda que resultou muito bem para a maioria de
todos nós.
Os argumentos de topo destes
políticos e dos media em geral, incluindo-se os de serviço público, já são
martelados quotidiana e intensamente, há muitas semanas ou meses, como a
austeridade de 2010 a 2015 que não acabou e foi antes agravada, os impostos
aumentaram, os cortes nos salários e nas pensões persistiram, a taxa de
desemprego agravou-se, o nível de vida dos portugueses baixou, a dívida
pública cresceu, as exportações diminuíram, o SNS está decrépito, os professores, os enfermeiros, os
técnicos de diagnóstico, os juízes, os oficiais de justiça, os polícias e gnrs,
os guardas prisionais, estão em greve quase permanente, enquanto que, na
anterior legislatura, o sossego era total porque, as causas de contestação, são
fruto exclusivo da «geringonça», assim intitulada, com intuitos pejorativos, por
Paulo Portas, hoje guru, banqueiro e conferencista.
É preciso reagir, não deixando
para a véspera dos pleitos eleitorais, desmascarando a campanha laboriosamente
orquestrada com todos os muitos e diversificados apoios, alguns subliminares,
trazendo à colacção os indiscutíveis números que atestam exactamente o contrário do que a
propaganda da direita apregoa.
Esta luta tem de começar agora, levá-la às portuguesas e
portugueses e não deixá-la para amanhã.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
VENEZUELA AGORA
O único presidente eleito da Venezuela é
Nicolás Maduro e, não são as manobras de desestabilização e desacreditação
montadas pelo maniqueísmo dos bons e dos maus, praticado em quase todos os
media nacionais e internacionais que conseguem pôr em causa esta verdade
indesmentível.
Porque será que não se deu igual tempo
de antena à grandiosa manifestação de apoio ao governo do presidente Maduro,
como aconteceu com aquela, igualmente gigantesca, de que se aproveitou Juan Guaidó,
um jovem venezuelano oportunista, sedento de poder, logo apoiado, como se
esperava, pelo inefável Trump, pelos amigos onde lamentavelmente se inclui, com
pezinhos de lã, o governo português e até pela comissão executiva da UE? Refira-se
que também os esquerdistas, ainda sem ideologia demonstrada, alinharam com a
direita, na acusação de falta de democracia na Venezuela, como já o disseram em
relação a Angola, fazendo a hipócrita apologia de eleições livres e justas.
Muita gente está tão encharcada pela
propaganda que nem se dá conta da idiotice e do logro em que caem. Com base em
quê, se abre um precedente de consequências incalculáveis? Pelo
descontentamento de muitos venezuelanos, mas, não se ignore, também pelo agrado
de muitos outros, evidente se se cotejou as duas manifs simultâneas.
E se agora, em resultado da longa e maciça
contestação em França ao presidente Macron, aparecer um cabecilha dos
coletes amarelos que se declara o novo presidente francês, já não vale?
Objectivamente, qual é a diferença?
É bom que, se
não esqueça, a intensa e permanente tentativa de demonização de Cuba, ao longo
de décadas, incluindo a fracassada invasão da Baía dos Porcos e outras
malfeitorias menores, para a desacreditar e ao seu regime socialista, onde a
saúde, o ensino e a assistência social são gratuitos para todos os cubanos, e
Cuba resistiu e resistirá.
Os venezuelanos
também tudo farão para defender o seu país e o bem estar do seu povo e não
apenas de uma minoria, preservando os seus imensos recursos petrolíferos, da
cobiça dos potentados que controlam mundialmente esse produto.
domingo, 20 de janeiro de 2019
«WHIT
OR WITHOUT BREXIT?»
O Brexit ou saída do Reino
Unido da UE que resultou do sim a um referendo baseado em argumentos falsos que
se aproveitou dos sentimentos preconceituosos relativamente a outros países
europeus. O seu resultado foi, de imediato, desmistificado ao ponto de hoje,
num eventual possível segundo referendo, os britânicos virem a dizer sim à
permanência na UE.
A primeira ministra Theresa
May tomou a peito fazer tudo para cumprir o resultado do referendo e congeminou
um Acordo com a UE, num documento de mais de 500 páginas que foi fragorosamente
derrotado no Parlamento/Câmara dos Comuns. No entanto, à pesada derrota do
Acordo seguiu-se, num golpe de teatro, a rejeição por uma diferença de 19
votos, da moção de desconfiança no governo, proposta pelo Partido Trabalhista
e, consequentemente, renovou-se-lhe a confiança, até nova ordem, dentro de
dias.
Este inesperado acontecimento,
tendo em conta o comportamento dos britânicos avesso à perturbação do status
quo secular, transformou-se nas ultimas semanas, num reality show,
particularmente agressivo e virulento, reconhecível nas imagens transmitidas
pelos vários canais televisivos. Elas tiveram o mérito de revelar a Casa em si,
espelho do espírito ultraconservador britânico. Com uma configuração anacrónica dos lugares,
em apertadas filas paralelas colocam os grupos parlamentares quase em cima
uns dos outros. Este Parlamento é presidido numa tribuna, pelo speaker/presidente
impetuoso e, perdoe-se-me com todo o respeito a comparação, que mais parece um
leiloeiro, numa pratica parecida com um leilão de pescado em qualquer das lotas
nacionais. Igualmente relevante é a proximidade, frente a frente, em dois
púlpitos, do governo e da oposição. Outro aspecto assinalável, é a reacção dos
parlamentares aos berros, perante os argumentos dos adversários.
Por fim, não resisto à favorável
comparação entre a configuração secular da sala da nossa Assembleia da Republica
e o comportamento dos seus deputados, com aquilo que transpareceu das imagens
sobre o Parlamento Britânico.
sábado, 15 de dezembro de 2018
GREVES CIRÚRGICAS E ANTI-CIRÚRGICAS
A greve é uma forma extrema de luta dos trabalhadores. em defesa dos seus direitos, liderados pelos suas organizações de classe.
Nos ultimos tempos houve uma verdadeira explosão de greves que se mantêm, com a promessa de se prolongarem por 2019. Há dias ouvi e vi a referência a 47 pré-avisos de greve, mas esqueci-me de fazer uma lista dos ditos e em quais sectores da vida nacional mas, como perguntaria o outro (não digo o macaco, porque o PAN não gosta nada), quantos mais sectores há no país.
Esta coincidência da simultaneidade de lutas de dezenas de sindicatos, anunciando a possíbilidade de greve dos seus trabalhadores, parece indicar a insatisfação generalizada pelas suas condições de trabalho, carreiras e remuneração.
Também ontem, no programa da RTP3 (o ramo regional do norte da RTP nacional) «O ultimo apaga a luz», onde a luz só contempla o chamado direita-centro e pouco mais, ouvi Joaquim Vieira dizer que, no tempo da PAF/Troika, houve 3 vezes mais greves (?) do que na actual legislatura. Ora eu vivi esses 4 anos, de 2012 a 2015, juro que não hibernei e não me lembro de tal, mas gostaria que as centrais sindicais corroborassem ou rejeitassem esta afirmação bombástica.
Vem a propósito referir a tentativa de aproveitamento desta situação pela líder do CDS, na sua perspectiva, indicadora do descontentamento generalizado da população, insultando a torto e a direito o primeiro ministro. Já o desnorteado PPD, seu líder e sequazes, espetam cravos em si próprios e à ferradura dizem nada.
Entretanto, o presidente da república procurou explicar as razões de de tal surto grevista com o fim da legislatura e a campanha eleitoral que se avizinha. Admitindo como válida esta interpretação, quem beneficiará dela? Não me parece.
Iniciei esta reflexão com a referência a uma das greves com maior impacte na sociedade portuguesa, as levadas cabo pelos enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico, escolhidas cirúrgicamente para afectarem maior numero de utentes do SNS e o SNS própriamente dito, causando o adiamento de actos cirúrgicos e sobrecarregando os médicos. A certa altura o bastonário da Ordem dos Médicos chegou a alvitrar a requisição civil daqueles profissionais, mas arrepiou caminho, pois o seu alvo é outro...
Por fim, o fim da greve dos estivadores que viram a sua situação humanizada, em parte, pois muitos portugueses não se deram conta de que os estivadores precários viviam em regime diário de semi-escravatura, arregimentados de manhã e despedidos ao fim do dia, durante as ultimas décadas.
A greve é uma forma extrema de luta dos trabalhadores. em defesa dos seus direitos, liderados pelos suas organizações de classe.
Nos ultimos tempos houve uma verdadeira explosão de greves que se mantêm, com a promessa de se prolongarem por 2019. Há dias ouvi e vi a referência a 47 pré-avisos de greve, mas esqueci-me de fazer uma lista dos ditos e em quais sectores da vida nacional mas, como perguntaria o outro (não digo o macaco, porque o PAN não gosta nada), quantos mais sectores há no país.
Esta coincidência da simultaneidade de lutas de dezenas de sindicatos, anunciando a possíbilidade de greve dos seus trabalhadores, parece indicar a insatisfação generalizada pelas suas condições de trabalho, carreiras e remuneração.
Também ontem, no programa da RTP3 (o ramo regional do norte da RTP nacional) «O ultimo apaga a luz», onde a luz só contempla o chamado direita-centro e pouco mais, ouvi Joaquim Vieira dizer que, no tempo da PAF/Troika, houve 3 vezes mais greves (?) do que na actual legislatura. Ora eu vivi esses 4 anos, de 2012 a 2015, juro que não hibernei e não me lembro de tal, mas gostaria que as centrais sindicais corroborassem ou rejeitassem esta afirmação bombástica.
Vem a propósito referir a tentativa de aproveitamento desta situação pela líder do CDS, na sua perspectiva, indicadora do descontentamento generalizado da população, insultando a torto e a direito o primeiro ministro. Já o desnorteado PPD, seu líder e sequazes, espetam cravos em si próprios e à ferradura dizem nada.
Entretanto, o presidente da república procurou explicar as razões de de tal surto grevista com o fim da legislatura e a campanha eleitoral que se avizinha. Admitindo como válida esta interpretação, quem beneficiará dela? Não me parece.
Iniciei esta reflexão com a referência a uma das greves com maior impacte na sociedade portuguesa, as levadas cabo pelos enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico, escolhidas cirúrgicamente para afectarem maior numero de utentes do SNS e o SNS própriamente dito, causando o adiamento de actos cirúrgicos e sobrecarregando os médicos. A certa altura o bastonário da Ordem dos Médicos chegou a alvitrar a requisição civil daqueles profissionais, mas arrepiou caminho, pois o seu alvo é outro...
Por fim, o fim da greve dos estivadores que viram a sua situação humanizada, em parte, pois muitos portugueses não se deram conta de que os estivadores precários viviam em regime diário de semi-escravatura, arregimentados de manhã e despedidos ao fim do dia, durante as ultimas décadas.
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