«WHIT
OR WITHOUT BREXIT?»
O Brexit ou saída do Reino
Unido da UE que resultou do sim a um referendo baseado em argumentos falsos que
se aproveitou dos sentimentos preconceituosos relativamente a outros países
europeus. O seu resultado foi, de imediato, desmistificado ao ponto de hoje,
num eventual possível segundo referendo, os britânicos virem a dizer sim à
permanência na UE.
A primeira ministra Theresa
May tomou a peito fazer tudo para cumprir o resultado do referendo e congeminou
um Acordo com a UE, num documento de mais de 500 páginas que foi fragorosamente
derrotado no Parlamento/Câmara dos Comuns. No entanto, à pesada derrota do
Acordo seguiu-se, num golpe de teatro, a rejeição por uma diferença de 19
votos, da moção de desconfiança no governo, proposta pelo Partido Trabalhista
e, consequentemente, renovou-se-lhe a confiança, até nova ordem, dentro de
dias.
Este inesperado acontecimento,
tendo em conta o comportamento dos britânicos avesso à perturbação do status
quo secular, transformou-se nas ultimas semanas, num reality show,
particularmente agressivo e virulento, reconhecível nas imagens transmitidas
pelos vários canais televisivos. Elas tiveram o mérito de revelar a Casa em si,
espelho do espírito ultraconservador britânico. Com uma configuração anacrónica dos lugares,
em apertadas filas paralelas colocam os grupos parlamentares quase em cima
uns dos outros. Este Parlamento é presidido numa tribuna, pelo speaker/presidente
impetuoso e, perdoe-se-me com todo o respeito a comparação, que mais parece um
leiloeiro, numa pratica parecida com um leilão de pescado em qualquer das lotas
nacionais. Igualmente relevante é a proximidade, frente a frente, em dois
púlpitos, do governo e da oposição. Outro aspecto assinalável, é a reacção dos
parlamentares aos berros, perante os argumentos dos adversários.
Por fim, não resisto à favorável
comparação entre a configuração secular da sala da nossa Assembleia da Republica
e o comportamento dos seus deputados, com aquilo que transpareceu das imagens
sobre o Parlamento Britânico.
Sem comentários:
Enviar um comentário