sábado, 4 de maio de 2019


A ELEQUÊNCIA DO FIDEDIGNO

Poderá dizer-se que o mundo, quer o considerado civilizado pelos media como o outro, tem seguido com apreensão o que se tem passado no NE da América do Sul, desde o dia 23 de Janeiro do ano corrente, culminando com o inacreditável espectáculo do dia 30 de Abril deste ano, e a pretendida, mas não conseguida, continuação no 1º de Maio.
Tomo agora como ponto de referência estes dois acontecimentos que abordarei o mais sucintamente possível.
O início de uma guerra de nervos e quase nenhuma violência, deu-se com a autoproclamação de presidente interino da Venezuela por Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, num comício com milhares de apoiantes seus, acompanhada com grande alarido e uma densa cortina de fumo, pela imprensa internacional, incluindo a portuguesa, anunciando a «libertação do povo venezuelano do alegado jugo ditatorial de Nicolás Maduro».
A 30 de Abril, com a pretendida extensão, desconseguida,  no 1º de Maio pelo seu significado para os trabalhadores, o autoproclamado interino, deu a entender que estava em curso a sua tomada de poder, pois passara a contar com «muitos militares», desertores das forças armadas nacionais (e o apoio dos EUA, Colômbia, Brasil e UE, acrescento eu) e, os media atrás referidos, apressaram-se a anunciar a tomada da Base Aérea de Carlota por apoiantes do autoproclamado interino. Acrescente-se que várias actuações provocatórias armadas foram desenvolvidas no sentido de uma resposta maciça das forças armadas, eventualmente com baixas de ambas as partes, com vista a justificar uma intervenção dos EUA. Algum sangue frio e força anulou as provocações. Recordo, a propósito, que foi noticiada, esta semana, a preparação, nos EUA, de um contingente de 5000 seguranças para a eventual intervenção.
Qualquer destas tentativas de golpe, foi publicitada como de muito rápida consumação, de destituição de Maduro, atendendo ao maciço apoio popular à insurreição e eminente adesão dos militares de alta patente.
Apesar da bombástica proclamação de que a situação se resolveria rapidamente, tal não aconteceu e, felizmente, com apenas 5 feridos, 2 em estado grave, nos militares.
Do ponto de vista diplomático os resultados também não foram brilhantes. Trump, presidente dos EUA, e mentor do autoproclamado interino tomou a dianteira, tendo tentado tudo para obter o apoio da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da ONU, a uma eventual ingerência militar directa na Venezuela, depois do apoio da UE, incluindo Portugal. Debalde, nada mais lhe foi favorável pois na OEA não conseguiu a imperativa aprovação de 2/3 dos países membros e na ONU, apenas 54 estiveram do seu lado e 123 votaram contra. Estes dados são fidedignos mas, por coincidência ou talvez não, nunca foram divulgados com a mesma ênfase à que foi dada aos acontecimentos em favor do autoproclamado interino.
Assim, são evidentes as derrotas de Trump, do autoproclamado interino e dos países e organizações que, desde o início, aceitaram e defenderam empenhadamente, embora alguns com um quase nim, como Portugal.
Importa agora aflorar o hipócrita porquê desta «guerra» contra o governo da Venezuela, particularmente contra Nicolás Maduro, que segundo a maciça propaganda no país e no mundo, ele tiraniza o seu povo e é um usurpador do poder. Subjacente a esta problemática está o retratado no cartoon, publicado no FB, de um autor brasileiro não identificado, o petróleo venezuelano.
Podem não querer e percebe-se porquê, que Maduro é o presidente legítimo da Venezuela, eleito por mais de 6,5 milhões de eleitores venezuelanos, em compita com três adversários da oposição, eleição considerada justa e livre, por organizações independentes.
A falta de apoio popular venezuelano a Maduro foi desmontada pelas grandes manifestações de apoio que nem o repórter da RTP, Helder Silva, conseguiu esconder, tendo tentado mistificá-las, ao ponto de afirmar, sem pudor nem vergonha, que eram essencialmente funcionários…jornalista este que disse ter entrado no país clandestinamente pois receava as autoridades locais, isto é, esteve na Venezuela durante um mês como turista, sem ser importunado por qualquer autoridade o que é obra!!!! Não deram por ele, embora controlem tudo e todos, nem sequer ouveram (ouviram e viram) as suas reportagens sempre tendenciosas, em favor do autoproclamado interino.
Concluindo, aproveito para lembrar que um militar da força aérea venezuelana, o general Ornelas Ferreira, lusodescendente, expressou publicamente o seu inequívoco apoio ao governo legítimo, liderado por Nicolás Maduro e, estou convicto, de que muitas(os) outras(os) cidadãs e cidadãos com as mesmas origens o apoiam. Mais uma vez, por coincidência ou talvez não, nunca foram entrevistados pelos repórteres das televisões portuguesas, os quais apenas encontraram opositores ao governo do país.



domingo, 24 de março de 2019

CUBA,
O ÚNICO INTERVENIENTE ESTRANGEIRO NA VENEZUELA, SEGUNDO ASSIS

Na segunda-feira 18 de Março realizou-se, na RTP1, mais um programa Prós e Contras, coordenado por Fátima Campos Ferreira, tendo constituído, como é hábito, duas mesas, uma Pró e outra Contra, sobre a situação na Venezuela.
Na mesa dos presumivelmente Pró, foram convidados o deputado comunista António Filipe, não sabe se a título individual se em representação do PCP e Tiago Moreira de Sá, responsável pela Comissão de Relações Internacionais do PSD.
Na outra mesa, a priori Contra, ficaram o secretário de estado das comunidades, José Luís Carneiro, e o eurodeputado do PS Francisco Assis.
Nos contactos via Skype, esteve um conselheiro das comunidades lusovenezuelanas, um padre e um médico, membro da Associação de Médicos LusoVenezuelanos, e na plateia todas(os) elas(es) luso-venezuelanos, além do repórter da RTP1 Helder Silva e o Camara Araújo que se manifestaram uniformemente contra o governo do país
Quem esteja interessado em ouver (ver e ouvir) exaustivamente todas as intervenções, poderá recorrer à gravação disponível nas várias operadoras de TV.
A primeira palavra foi dada pela coordenadora do programa ao advogado e deputado do PCP, António Filipe. Perante a introdução crítica ao governo da Venezuela, concordou que a situação é grave e preocupante. Sublinhou que não estava ali unicamente para defender o governo de Nicolás Maduro mas anotou que a crise resulta sobretudo do boicote de há vários anos dos EUA, acentuado nos últimos meses, o que impede as trocas com o mercado externo, para aquisição produtos de primeira necessidade, incluindo medicamentos e outros bens, mas também a exportação dos seus produtos petrolíferos. Referiu ainda que Nicolás Maduro é o legítimo presidente eleito no país e criticou aqueles que reconheceram o abusivamente autoproclamado presidente interino Guaidó.
A seguir aflorou a unânime rejeição dos entrevistados via Skype e da plateia, à tèse exposta por António Filipe, quer quanto às causas da crise, no seu entender da responsabilidade exclusiva de Maduro e dos seus apoiantes, como relativamente à não validade da auto proclamação de Guaidó, alegadamente prevista na Constituição, segundo uma advogada ali presente, manifestando-se ainda vários participantes a favor da intervenção no país pelos EUA. De seguida, António Filipe, professor de Direito Constitucional, contestou aquela referência constitucional.
Falou depois o Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, explicando a posição do governo, com os objectivos essenciais de apoiar e proteger a numerosa comunidade lusa residente e associar-se aos membros da UE e de países amigos, no reconhecimento de Guaidó como presidente interino, mas rejeitando qualquer intervenção estrangeira, defendeu o diálogo, como única forma de resolução pacífica do confronto.
Tiago Moreira de Sá, Responsável pela Comissão de Relações Internacionais do PSD, cuja escolha para a mesa Pró ficou por explicar, foi mais um interveniente contra o governo da Venezuela.
Chamado a intervir o repórter da RTP1 Helder Silva, revelou que no mês inteiro em serviço ali, esteve sempre como turista, pois não quis arriscar-se a legalizar a sua presença junto das autoridades, temendo a sua detenção…(um mês inteiro com visto de turista, exposto pelas câmaras, várias vezes por dia e nada lhe aconteceu, numa ditadura implacável, porquê?). Depois desta estranha comunicação, Fátima Campos Ferreira, num laivo de momentânea independência, perguntou-lhe como explicava o facto de haverem manifs pró Maduro de dimensão idêntica às de Guaidó, ele respondeu de imediato: «Eram todos funcionários !!!», depreendo que trabalhadores da função pública…e eu pergunto, os apoiantes de Guaidó eram todos mercenários?
Escolhi para concluir, a participação do outro membro da mesa Contra, o eurodeputado do PS Francisco Assis que deixou clara a sua condenação de Nicolás Maduro e seus seguidores, pelo seu comportamento antidemocrático e fechou, com chave de lata ferrugenta, a sua proclamação afirmando, ipsis verbis : «A única intervenção externa actual na Venezuela é de Cuba»…

sábado, 9 de março de 2019


A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO

A principal notícia de hoje sobre este martirizado país é o apagão que dura há mais de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para desestabilizar a Venezuela.
Os media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado internacional, devido ao boicote que é exercido sobre este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das carências de que o seu povo sofre?
A propósito, pergunto: Qual é o país autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país tem conseguido resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.
Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para o seu povo?». Santa hipocrisia, então como se a sua exportação para o mercado mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a ameaça de retaliação para os outros?


A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO

A principal notícia de hoje sobre a Venezuela, é o apagão que dura há mais de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para desestabilizar a Venezuela.
Os media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado internacional, devido ao boicote que é exercido sobre este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das carências de que o seu povo sofre.
A propósito, pergunto: Qual é o país autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país que tem conseguido resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.

Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para o seu povo?». Santa hipocrisia, então como, se a sua exportação para o mercado mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a ameaça de retaliação para os outros?

sábado, 23 de fevereiro de 2019


A ABERTURA DA CAÇA AO VOTO
Abriu a caça ao voto para as eleições que se avizinham, com fogo de artifício e foguetes, lá para os lados da direita nacional. É o CDS, cuja presidente e gauleiters já o julgam líder da dita, o PPD/PSD, fraquinho, fraquinho, a Aliança liderada por um «Jovem de Portugal, extremista dos anos 50/60, do séc. XX», primeiro ministro por dias e sempre inconstante, o PPM, o PNR, o MRPP, etc., etc. e, quantos mais melhor, para a democracia.
O primeiro passo com estrépito foi dado, de braço dado, por Cavaco que saíu da  hibernação após um sono profundo num qualquer sarcófago egípcio, provavelmente por causa dos solavancos sobre o Pavilhão Atlântico do seu genro, de braço dado dizia, com Passos Coelho, o ex-primeiro ministro, que nunca aceitou, ele e o séquito respectivo, partidário e comunicacional, a solução de governo do PS, com apoio da esquerda que resultou muito bem para a maioria de todos nós.
Os argumentos de topo destes políticos e dos media em geral, incluindo-se os de serviço público, já são martelados quotidiana e intensamente, há muitas semanas ou meses, como a austeridade de 2010 a 2015 que não acabou e foi antes agravada, os impostos aumentaram, os cortes nos salários e nas pensões persistiram, a taxa de desemprego agravou-se, o nível de vida dos portugueses baixou, a dívida pública cresceu, as exportações diminuíram, o SNS está decrépito, os professores, os enfermeiros, os técnicos de diagnóstico, os juízes, os oficiais de justiça, os polícias e gnrs, os guardas prisionais, estão em greve quase permanente, enquanto que, na anterior legislatura, o sossego era total porque, as causas de contestação, são fruto exclusivo da «geringonça», assim intitulada, com intuitos pejorativos, por Paulo Portas, hoje guru, banqueiro e conferencista.
É preciso reagir, não deixando para a véspera dos pleitos eleitorais, desmascarando a campanha laboriosamente orquestrada com todos os muitos e diversificados apoios, alguns subliminares, trazendo à colacção os indiscutíveis números que atestam exactamente o contrário do que a propaganda da direita apregoa.
Esta luta tem de começar agora, levá-la às portuguesas e portugueses e não deixá-la para amanhã.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019


VENEZUELA AGORA

O único presidente eleito da Venezuela é Nicolás Maduro e, não são as manobras de desestabilização e desacreditação montadas pelo maniqueísmo dos bons e dos maus, praticado em quase todos os media nacionais e internacionais que conseguem pôr em causa esta verdade indesmentível.
Porque será que não se deu igual tempo de antena à grandiosa manifestação de apoio ao governo do presidente Maduro, como aconteceu com aquela, igualmente gigantesca, de que se aproveitou Juan Guaidó, um jovem venezuelano oportunista, sedento de poder, logo apoiado, como se esperava, pelo inefável Trump, pelos amigos onde lamentavelmente se inclui, com pezinhos de lã, o governo português e até pela comissão executiva da UE? Refira-se que também os esquerdistas, ainda sem ideologia demonstrada, alinharam com a direita, na acusação de falta de democracia na Venezuela, como já o disseram em relação a Angola, fazendo a hipócrita apologia de eleições livres e justas.
Muita gente está tão encharcada pela propaganda que nem se dá conta da idiotice e do logro em que caem. Com base em quê, se abre um precedente de consequências incalculáveis? Pelo descontentamento de muitos venezuelanos, mas, não se ignore, também pelo agrado de muitos outros, evidente se se cotejou as duas manifs simultâneas.
E se agora, em resultado da longa e maciça contestação em França ao presidente Macron, aparecer um cabecilha dos coletes amarelos que se declara o novo presidente francês, já não vale? Objectivamente, qual é a diferença?
É bom que, se não esqueça, a intensa e permanente tentativa de demonização de Cuba, ao longo de décadas, incluindo a fracassada invasão da Baía dos Porcos e outras malfeitorias menores, para a desacreditar e ao seu regime socialista, onde a saúde, o ensino e a assistência social são gratuitos para todos os cubanos, e Cuba resistiu e resistirá.
Os venezuelanos também tudo farão para defender o seu país e o bem estar do seu povo e não apenas de uma minoria, preservando os seus imensos recursos petrolíferos, da cobiça dos potentados que controlam mundialmente esse produto.

domingo, 20 de janeiro de 2019


«WHIT OR WITHOUT BREXIT?»

O Brexit ou saída do Reino Unido da UE que resultou do sim a um referendo baseado em argumentos falsos que se aproveitou dos sentimentos preconceituosos relativamente a outros países europeus. O seu resultado foi, de imediato, desmistificado ao ponto de hoje, num eventual possível segundo referendo, os britânicos virem a dizer sim à permanência na UE. 
A primeira ministra Theresa May tomou a peito fazer tudo para cumprir o resultado do referendo e congeminou um Acordo com a UE, num documento de mais de 500 páginas que foi fragorosamente derrotado no Parlamento/Câmara dos Comuns. No entanto, à pesada derrota do Acordo seguiu-se, num golpe de teatro, a rejeição por uma diferença de 19 votos, da moção de desconfiança no governo, proposta pelo Partido Trabalhista e, consequentemente, renovou-se-lhe a confiança, até nova ordem, dentro de dias.
Este inesperado acontecimento, tendo em conta o comportamento dos britânicos avesso à perturbação do status quo secular, transformou-se nas ultimas semanas, num reality show, particularmente agressivo e virulento, reconhecível nas imagens transmitidas pelos vários canais televisivos. Elas tiveram o mérito de revelar a Casa em si, espelho do espírito ultraconservador britânico. Com uma configuração anacrónica dos lugares, em apertadas filas paralelas colocam os grupos parlamentares quase em cima uns dos outros. Este Parlamento é presidido numa tribuna, pelo speaker/presidente impetuoso e, perdoe-se-me com todo o respeito a comparação, que mais parece um leiloeiro, numa pratica parecida com um leilão de pescado em qualquer das lotas nacionais. Igualmente relevante é a proximidade, frente a frente, em dois púlpitos, do governo e da oposição. Outro aspecto assinalável, é a reacção dos parlamentares aos berros, perante os argumentos dos adversários.
Por fim, não resisto à favorável comparação entre a configuração secular da sala da nossa Assembleia da Republica e o comportamento dos seus deputados, com aquilo que transpareceu das imagens sobre o Parlamento Britânico.