sábado, 9 de março de 2019


A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO

A principal notícia de hoje sobre este martirizado país é o apagão que dura há mais de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para desestabilizar a Venezuela.
Os media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado internacional, devido ao boicote que é exercido sobre este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das carências de que o seu povo sofre?
A propósito, pergunto: Qual é o país autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país tem conseguido resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.
Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para o seu povo?». Santa hipocrisia, então como se a sua exportação para o mercado mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a ameaça de retaliação para os outros?


A SABOTAGEM COMO MEIO DE PRESSÃO

A principal notícia de hoje sobre a Venezuela, é o apagão que dura há mais de 40 horas!!! Qual é a dúvida de que o apagão resultou de sabotagem por ordem do Trump ao seu protegido Guaidó, o autoproclamado interino?
Depois do desenfreado aumento das restrições, com a mesma origem, tudo serve para desestabilizar a Venezuela.
Os media nacionais e os dominantes internacionais nunca tiveram uma interpretação mínimamente honesta, responsabilizando o cerco económico que impede a Venezuela de abastecer-se dos produtos de primeira necessidade e outros, no mercado internacional, devido ao boicote que é exercido sobre este país? Que a falta de medicamentos e de víveres, devida ao ininterrupto cerco ao longo de anos, agravada nos últimos meses é a causa principal das carências de que o seu povo sofre.
A propósito, pergunto: Qual é o país autossuficiente, isto é, que não precisa de se abastecer no mercado externo para complementar as suas necessidades, insuficientes no mercado interno?
Até hoje, há um único país que tem conseguido resistir ao cerco imposto, há mais de 6 décadas, pelos EUA, ajudado por amigos e traidores dos mais diversos matizes e com maciça propaganda, agora auxiliada pelas malignas redes sociais. Apenas um, Cuba.

Entretanto, é comum ver e ouvir a nada inocente e injusta pergunta: «Como é que a Venezuela, possuidora de uma das maiores reservas petrolíferas do planeta, não consegue melhores condições de vida para o seu povo?». Santa hipocrisia, então como, se a sua exportação para o mercado mundial, está impedida pelo boicote do Trump e seus aliados, reforçado com a ameaça de retaliação para os outros?

sábado, 23 de fevereiro de 2019


A ABERTURA DA CAÇA AO VOTO
Abriu a caça ao voto para as eleições que se avizinham, com fogo de artifício e foguetes, lá para os lados da direita nacional. É o CDS, cuja presidente e gauleiters já o julgam líder da dita, o PPD/PSD, fraquinho, fraquinho, a Aliança liderada por um «Jovem de Portugal, extremista dos anos 50/60, do séc. XX», primeiro ministro por dias e sempre inconstante, o PPM, o PNR, o MRPP, etc., etc. e, quantos mais melhor, para a democracia.
O primeiro passo com estrépito foi dado, de braço dado, por Cavaco que saíu da  hibernação após um sono profundo num qualquer sarcófago egípcio, provavelmente por causa dos solavancos sobre o Pavilhão Atlântico do seu genro, de braço dado dizia, com Passos Coelho, o ex-primeiro ministro, que nunca aceitou, ele e o séquito respectivo, partidário e comunicacional, a solução de governo do PS, com apoio da esquerda que resultou muito bem para a maioria de todos nós.
Os argumentos de topo destes políticos e dos media em geral, incluindo-se os de serviço público, já são martelados quotidiana e intensamente, há muitas semanas ou meses, como a austeridade de 2010 a 2015 que não acabou e foi antes agravada, os impostos aumentaram, os cortes nos salários e nas pensões persistiram, a taxa de desemprego agravou-se, o nível de vida dos portugueses baixou, a dívida pública cresceu, as exportações diminuíram, o SNS está decrépito, os professores, os enfermeiros, os técnicos de diagnóstico, os juízes, os oficiais de justiça, os polícias e gnrs, os guardas prisionais, estão em greve quase permanente, enquanto que, na anterior legislatura, o sossego era total porque, as causas de contestação, são fruto exclusivo da «geringonça», assim intitulada, com intuitos pejorativos, por Paulo Portas, hoje guru, banqueiro e conferencista.
É preciso reagir, não deixando para a véspera dos pleitos eleitorais, desmascarando a campanha laboriosamente orquestrada com todos os muitos e diversificados apoios, alguns subliminares, trazendo à colacção os indiscutíveis números que atestam exactamente o contrário do que a propaganda da direita apregoa.
Esta luta tem de começar agora, levá-la às portuguesas e portugueses e não deixá-la para amanhã.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019


VENEZUELA AGORA

O único presidente eleito da Venezuela é Nicolás Maduro e, não são as manobras de desestabilização e desacreditação montadas pelo maniqueísmo dos bons e dos maus, praticado em quase todos os media nacionais e internacionais que conseguem pôr em causa esta verdade indesmentível.
Porque será que não se deu igual tempo de antena à grandiosa manifestação de apoio ao governo do presidente Maduro, como aconteceu com aquela, igualmente gigantesca, de que se aproveitou Juan Guaidó, um jovem venezuelano oportunista, sedento de poder, logo apoiado, como se esperava, pelo inefável Trump, pelos amigos onde lamentavelmente se inclui, com pezinhos de lã, o governo português e até pela comissão executiva da UE? Refira-se que também os esquerdistas, ainda sem ideologia demonstrada, alinharam com a direita, na acusação de falta de democracia na Venezuela, como já o disseram em relação a Angola, fazendo a hipócrita apologia de eleições livres e justas.
Muita gente está tão encharcada pela propaganda que nem se dá conta da idiotice e do logro em que caem. Com base em quê, se abre um precedente de consequências incalculáveis? Pelo descontentamento de muitos venezuelanos, mas, não se ignore, também pelo agrado de muitos outros, evidente se se cotejou as duas manifs simultâneas.
E se agora, em resultado da longa e maciça contestação em França ao presidente Macron, aparecer um cabecilha dos coletes amarelos que se declara o novo presidente francês, já não vale? Objectivamente, qual é a diferença?
É bom que, se não esqueça, a intensa e permanente tentativa de demonização de Cuba, ao longo de décadas, incluindo a fracassada invasão da Baía dos Porcos e outras malfeitorias menores, para a desacreditar e ao seu regime socialista, onde a saúde, o ensino e a assistência social são gratuitos para todos os cubanos, e Cuba resistiu e resistirá.
Os venezuelanos também tudo farão para defender o seu país e o bem estar do seu povo e não apenas de uma minoria, preservando os seus imensos recursos petrolíferos, da cobiça dos potentados que controlam mundialmente esse produto.

domingo, 20 de janeiro de 2019


«WHIT OR WITHOUT BREXIT?»

O Brexit ou saída do Reino Unido da UE que resultou do sim a um referendo baseado em argumentos falsos que se aproveitou dos sentimentos preconceituosos relativamente a outros países europeus. O seu resultado foi, de imediato, desmistificado ao ponto de hoje, num eventual possível segundo referendo, os britânicos virem a dizer sim à permanência na UE. 
A primeira ministra Theresa May tomou a peito fazer tudo para cumprir o resultado do referendo e congeminou um Acordo com a UE, num documento de mais de 500 páginas que foi fragorosamente derrotado no Parlamento/Câmara dos Comuns. No entanto, à pesada derrota do Acordo seguiu-se, num golpe de teatro, a rejeição por uma diferença de 19 votos, da moção de desconfiança no governo, proposta pelo Partido Trabalhista e, consequentemente, renovou-se-lhe a confiança, até nova ordem, dentro de dias.
Este inesperado acontecimento, tendo em conta o comportamento dos britânicos avesso à perturbação do status quo secular, transformou-se nas ultimas semanas, num reality show, particularmente agressivo e virulento, reconhecível nas imagens transmitidas pelos vários canais televisivos. Elas tiveram o mérito de revelar a Casa em si, espelho do espírito ultraconservador britânico. Com uma configuração anacrónica dos lugares, em apertadas filas paralelas colocam os grupos parlamentares quase em cima uns dos outros. Este Parlamento é presidido numa tribuna, pelo speaker/presidente impetuoso e, perdoe-se-me com todo o respeito a comparação, que mais parece um leiloeiro, numa pratica parecida com um leilão de pescado em qualquer das lotas nacionais. Igualmente relevante é a proximidade, frente a frente, em dois púlpitos, do governo e da oposição. Outro aspecto assinalável, é a reacção dos parlamentares aos berros, perante os argumentos dos adversários.
Por fim, não resisto à favorável comparação entre a configuração secular da sala da nossa Assembleia da Republica e o comportamento dos seus deputados, com aquilo que transpareceu das imagens sobre o Parlamento Britânico.









































sábado, 15 de dezembro de 2018

GREVES CIRÚRGICAS E ANTI-CIRÚRGICAS

A greve é uma forma extrema de luta dos trabalhadores. em defesa dos seus direitos, liderados pelos suas organizações de classe.
Nos ultimos tempos houve uma verdadeira explosão de greves que se mantêm, com a promessa de se prolongarem por 2019. Há dias ouvi e vi a referência a 47 pré-avisos de greve, mas esqueci-me de fazer uma lista dos ditos e em quais sectores da vida nacional mas, como perguntaria o outro (não digo o macaco, porque o PAN não gosta nada), quantos mais sectores há no país.
Esta coincidência da simultaneidade de lutas de dezenas de sindicatos, anunciando a possíbilidade de greve dos seus trabalhadores, parece indicar a insatisfação generalizada pelas suas condições de trabalho, carreiras e remuneração.
Também ontem, no programa da RTP3 (o ramo regional do norte da RTP nacional) «O ultimo apaga a luz», onde a luz só contempla o chamado direita-centro e pouco mais, ouvi Joaquim Vieira dizer que, no tempo da PAF/Troika, houve 3 vezes mais greves (?) do que na actual legislatura. Ora eu vivi esses 4 anos, de 2012 a 2015, juro que não hibernei e não me lembro de tal, mas gostaria que as centrais sindicais corroborassem ou rejeitassem esta afirmação bombástica.
Vem a propósito referir a tentativa de aproveitamento desta situação pela líder do CDS, na sua perspectiva, indicadora do descontentamento generalizado da população, insultando a torto e a direito o primeiro ministro. Já o desnorteado PPD, seu líder e sequazes, espetam cravos em si próprios e à ferradura dizem nada.
Entretanto, o presidente da república procurou explicar as razões de de tal surto grevista com o fim da legislatura e a campanha eleitoral que se avizinha. Admitindo como válida esta interpretação, quem beneficiará dela? Não me parece.
Iniciei esta reflexão com a referência a uma das greves com maior impacte na sociedade portuguesa, as levadas cabo pelos enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico, escolhidas cirúrgicamente para afectarem maior numero de utentes do SNS e o SNS própriamente dito, causando o adiamento de actos cirúrgicos e sobrecarregando os médicos. A certa altura o bastonário da Ordem dos Médicos chegou a alvitrar a requisição civil daqueles profissionais, mas arrepiou caminho, pois o seu alvo é outro...
Por fim, o fim da greve dos estivadores que viram a sua situação humanizada, em parte, pois muitos portugueses não se deram conta de que os estivadores precários viviam em regime diário de semi-escravatura, arregimentados de manhã e despedidos ao fim do dia, durante as ultimas décadas.


sábado, 1 de dezembro de 2018


4 + 1 +1+ 0 - 5 e as bacinas

O título que escolhi mais parece o plano tático de um treinador de uma equipa de futebol, despedido mas logo reintegrado, por causa da luz na escuridão, mas verão adiante que é muito mais prosaica a escolha.

Em tempos, gostava de ver o programa «Expresso da meia noite» da SIC, embora sempre com a tendência inclinada para a Lapa e Sé, mas com algum equilíbrio e um mínimo de honestidade.

Passados uns meses, decidi ver a versão actual do Expresso da Meia Noite e depois de verificar a ausência de Ricardo Costa, sub-director do canal, creio eu, talvez explicada pelo facto de o seu irmão ser primeiro ministro, evitando assim o incómodo de ter, eventualmente, de criticar.

Então o painel era constituido por seis economistas, políticamente comprometidos, mas com um manifesto gritante desequilíbrio, inequivocamente expresso no decurso dos 60 minutos de programa.

Os dois coordenadores, dos quais não fixei os nomes, um com perfil de fuínha e o outro caixa de óculos barbudo e muito mal disposto, foram sempre acolitados pelo conhecido Gomes Ferreira, cujas previsões falhadas assemelham-se às de Marques Mendes, e com a ajuda de um jovem Joaquim que foi assessor de Cavaco, tocando todos eles o mesmo diapasão a desfazer na geringonça, geradora de todos os males, enquanto que a PAF salvou o país da bancarrota (dizem que os outros é têm uma cassete…), alegadamente causada pelos governos PS.

Esteve presente também um professor catedrático e deputado do PS, Trigo Pereira, o + 1, que contrariou suavemente os argumentos dos 4, com alguns dados concretos mas, se deu uma no cravo deu outra na ferradura, quando veio à baila o caso das 3 vacinas (bacinas, segundo o bastonário da Ordem dos Médicos que toca a mesma música dos 4) de que a DG da Saúde desconhecia

O sexto presente, o cambuta José Gusmão que foi deputado do BE e rebateu o argumento dos 4 sobre as vacinas sem base científica justificada segundo o bando, referindo aquilo que Trigo Pereira desconhecia, isto é, o parecer positivo da Sociedade Portuguesa de Pediatria e de vários pediatras. Entretanto, José Gusmão exaltou os feitos do BE que é o verdadeiro salvador único da Pátria. A propósito, convém não esquecer a ameaça da Catarina Martins «o senhor não julgue que se livra de nós…»

Por ultimo, o zero, a ausência (acintosa ou apenas esquecimento ???) de um representante do PCP, nomeadamente Ana Cruz que explicou na AR o acontecido com as vacinas.

Assim, explico o título deste comentário : 4 + 1 + 1 + 0 - 5, em que o - 5 é para completar a desgarrada equipa de futebol.