IGNORÂNCIA OU SECTARISMO DOS MEDIA
Morreu
quarta feira passada Mário Ruivo, biólogo, especialista em Oceanografia
Biológica, figura de destaque no meio científico nacional e internacional,
particularmente nas Ciências do Mar. Depois da postgraduação que fez na
Sorbonne, em Paris, foi consultor na sede da FAO, em Roma, até ao 25 de Abril
de 1974, quando regressou a Portugal e foi escolhido para Ministro dos Negócios
Estrangeiros. Com ele e por ele foi criada uma Direcção Geral, organismo que concentrava tudo quanto dizia respeito à
gestão e investigação da Ciências do Meio Ambiente, marinho e de águas
interiores, até então disperso por vários ministérios. Reconhecida autoridade
sectorial internacional, desempenhou diversos cargos e funções. Professor
Universitário convidado em várias universidades, foi-lhe concedido
recentemente, pela Universidade do Algarve, o doutoramento Honoris Causae. Ontem, durante o velório realizado na Gare Marítima
de Alcântara, posta à disposição da família pelo Governo e Câmara Municipal de
Lisboa, foi-lhe prestada uma sentida e merecida homenagem, com a presença de
inteligência nacional e internacional. Pois bem ou melhor pois mal, nenhum dos
canais televisivos, públicos e privados, noticiou sequer a infausta notícia e
respectiva homenagem. Porquê? Um «pequeno pormenor» que talvez justifique a
negação, Mário Ruivo era um homem progressista, de esquerda, antifascista,
respeitado por todos, incluindo as(os) da direita inteligente. Lamentável.sábado, 28 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
ESCÂNDALO
Não encontro outro termo ou conceito, para definir o que se está a
passar com a sem vergonha política e falta de respeito pelos portugueses.
Ontem, as primeiras parangonas, do Telejornal da RTP1, foram dedicadas, durante
os primeiros 4 minutos (uma enormidade em TV) a Passos Coelho, ao CDS e a um
deputado do PPD, do qual não fixei o nome, com repetições de notícias do dia
anterior. Paralelamente, a SIC entrevistou o Presidente Marcelo por dois
jornalistas que o afrontaram, em determinados
momentos desrespeitosamente. com assinalável má criação porque ele não
correspondeu à defesa da PàF e no ataque furioso ao actual governo e suas
maiorias parlamentar e extraparlamentar. Hoje, na sonolenta Revista de Imprensa
da Antena 1, foi dada a quotidiana ênfase aos «princípios» atrás referidos,
particularmente a um artigo da ultima página do DN em que o articulista
afirmava que Passos Coelho ganhou (???) com a sua guerra sobre a TSU
!!!!!!!!!!!
O que dizer mais sobre as loas dos media, incluindo os de serviço público, à falta de coerência, de palavra, à agressividade da direita que roça o insulto porque não tem argumentos válidos. Ora isto não incomoda os agredidos? Bolas então para o ensurdecedor silêncio,
O que dizer mais sobre as loas dos media, incluindo os de serviço público, à falta de coerência, de palavra, à agressividade da direita que roça o insulto porque não tem argumentos válidos. Ora isto não incomoda os agredidos? Bolas então para o ensurdecedor silêncio,
TRUMP, NÃO
O TRATEM COMO IDIOTA…..
Assim
escreveu o jornalista J.M.Tavares no Público um, dos poucos, intelectuais de
direita,a fingir que não é defensor do Trump. Acredito que o dito não seja
idiota, pelo menos por algum respeito pela idiotice, mas ele não perde a canga
de ignorante absoluto de tudo quanto não sejam as suas empresas, a maquinação
de chico esperto que montou para fugir aos impostos, uma «qualidade» nada
abonatória de um presidente dos EUA ou de qualquer outro país e ainda da sua
fuleirice bímbica.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
VACINAR É PRECISO
Vacina é vida e para a vida segundo ouvi hoje a Sub-Directora Geral de Saúde.Desde que há vacinas, com maior ou menor taxa de imunização, foram salvos milhões e milhões de seres humanos e animais. Recordemos algumas que causaram mortalidade elevada como a varíola, a febre amarela, a poliomielite, a raiva. Estou a pensar neste tema, com profunda preocupação, pela atitude, duplamente irresponsável, de certos pais de crianças que não vacinam os filhos por estúpidas razões fundamentalistas, ao jeito dos hipervegetarianos. Duplamente, porque está em causa não só a saúde e a sobrevivência dessas crianças, mas também das outras pessoas com quem privam. Aquilo que se está a passar é crime contra a saúde pública e não se vislumbra qualquer tomada de posição das autoridades nacionais. Para cúmulo, há escolas que aceitam crianças não vacinadas, num desrespeito pelo que está estabelecido pela OMS e pela DGS (on'y soit..) nacional e até agora o que é que aconteceu? Permanecem impunes e pior ainda vangloriam-se da sua prática
Amigas(os) lutem contra este verdadeiro flagelo.e, se a denúncia é algo que nos arrepia, neste caso é um dever cívico pois quem procede assim é pária da civilização
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
A PROPÓSITO DO DESAPARECIMENTO DE MÁRIO
SOARES
O
mais relevante de Mário Soares, a meu ver, foi a sua luta antifascista contra
um regime terrorista, opressivo e obscurantista, cujo mentor, Salazar, um
salafrário fanático que se recusou a cumprir os ventos da História, sendo por
isso o principal causador da descolonização apressada e dolorosa de Angola que
afectou milhares de portugueses e angolanos. Assim, é profundamente injusto e
injustificado acusá-lo de responsável por aquele processo, quando ele se
limitou a cumprir as prioridades do 25 de Abril, com as quais esteve de acordo,
as exigências do povo colonizado, os insistentes desejos manifestados publicamente
pelo povo português e a opinião publica internacional.
Mário
Soares foi um português de grande prestígio internacional, ocupou cargos relevantes
no país e no estrangeiro.
Mário
Soares criou as condições para a entrada do país na CEE, embora sem prévia discussão
pública e cujas consequências foram parcialmente positivas mas com aspectos
negativos significantes, nomeadamente a perda de soberania e consequente submissão
aos ditâmes de Bruxelas, dos «donos» da Europa comunitária e dos usurários financiadores,
hoje por demais evidentes.
Em
várias ocasiões discordei de MS e, entre outras, não me esqueço que, graças a
ele, Portugal foi um dos últimos países a reconhecer o governo de Angola, porque
se aliou à direita rejeitando entendimentos com a esquerda, ainda porque
impediu a eleição de Manuel Alegre e, a consequência mais gravosa, possibilitou
a nefasta presença de Cavaco como presidente da republica, o pior dos eleitos
em democracia.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Depois de um silêncio constrangido de várias semanas retorno em 2017 com a minha opinião sem constrangimentos.
PSD E CDS PRETENDEM UM INQUÉRITO ALARGADO À CAPITALIZAÇÃO DA CGD
O frenesi do desespero e da mea culpa impede
estes políticos de se remeterem ao silêncio. Bramam por tudo e por nada e nem
sequer o facto de terem ido por água abaixo todas as suas (e dos media na generalidade)
previsões pessimistas quanto à persistência e estabilidade da maioria de
esquerda que sustenta o geverno que iria cair ainda em 2015 ou no início de
2016, os obrigou até agora a calarem-se.
A propósito da CGD pergunta-se o que é que o governo deles, i.e. da PàF, fez para a estabilidade do banco público? Nada ou pouco menos porque o seu grande objectivo era (e é) privatizá-la porque para eles só o privado tem capacidade de gestão, em benefício próprio e dos seus digo eu, como o demonstraram â saciedade o BES, o BPN, o BANIF.
E já agora, o seu secretário de estado Sérgio Monteiro, nomeado para a resolução do Novo Banco, com principesca remuneração, quando ainda em funções governativas (????), o que é que resul.tou em benefício da banca dessa sua actividade?
Parafraseando um ex- monarca espanhol, porque é que não se calam ustedes?
A propósito da CGD pergunta-se o que é que o governo deles, i.e. da PàF, fez para a estabilidade do banco público? Nada ou pouco menos porque o seu grande objectivo era (e é) privatizá-la porque para eles só o privado tem capacidade de gestão, em benefício próprio e dos seus digo eu, como o demonstraram â saciedade o BES, o BPN, o BANIF.
E já agora, o seu secretário de estado Sérgio Monteiro, nomeado para a resolução do Novo Banco, com principesca remuneração, quando ainda em funções governativas (????), o que é que resul.tou em benefício da banca dessa sua actividade?
Parafraseando um ex- monarca espanhol, porque é que não se calam ustedes?
MASSACRE NO AEROPORTO DA LAUDERDALE, FLORIDA
Massacres e mais massacres com uma frequência aterradora que poderá
acelerar-se com o presidente recém eleito com menos 2.000.000 votos que a
senhora Clinton, um candidato paraquedista, execrado pela inteligência
estadunidense, a favor da livre venda de armas e de, entre muitas outras
enormidades, a abolição do Obamacare. Assim, como é possível que tenha sido
eleito Donald Trump que nunca escondeu a defesa das suas causas
antidemocráticas, num país que muitas vezes é intitulado a «Pátria da
democracia»? Qual democracia, para quê e para quem?
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
SOBRE
A LIBERDADE DE OPINIÃO
A morte de Fidel de Castro
levantou grandes manifestações de pesar e um coro de protestos, porque este
homem, mentor da Revolução Cubana, foi uma figura proeminente do século XX e
início do XXI porque, pela primeira vez, se rompeu com o status quo, e contribuiu decisivamente para a criação, contra poderosos
ventos e marés, de uma sociedade nova, consolidada ao longo de quase 60 anos,
cujos resultados positivos para o povo cubano são inquestionáveis. Desde o
infausto ou festivo acontecimento, os cubanos em Cuba têm demonstrado o apego à
sua Revolução e o empenho em defendê-la. Lá virão os velhos do Restelo, novos e
velhos, dizer que não houve expontaneidade, foi tudo arrebanhado, mas só se
convencem a si próprios e aos mesmos de sempre.
Um amigo comentou o meu artigo
sobre este tema, afirmando que: as revoluções não se fazem apenas com cravos na
ponta das espingardas…Inteiramente de acordo meu caro e aí está a «nossa»
Revolução de Abril a atestá-lo, com aspectos muito positivos mas também com
outros extremamente negativos, conducentes à situação social, económica e
financeira actual, com mais de 2.000.000 de portugueses no limiar da pobreza e,
em paralelo, cada vez mais milionários (parece obedecer ao princípio dos vasos comunicante!!!).
O que então escrevi, motivou a
indignação de amigas/os meus (não me refiro aos postiços do FB) porque defendi Fidel
(e continuo como tal), um ditador, que massacrou opositores, impediu e impede a
liberdade de expressão aos cubanos.
Ainda hoje, ouvindo um
excelente programa da RDP Antena1, intitulado «Puxar o fio à meada» e
preenchido por vários execelentes oradores de 2ª a 6ª feira, hoje o escritor Rui Cardoso
Martins que se declarou iconoclasta e execrou a idolatria de alguns a Fidel de
Castro. Respeito a sua opinião e já me agradaram diversas das suas prédicas,
mas há uma idolatria, hegemónica no planeta, a do cifrão $, uma religião, essa
sim, que avassala tudo e todos, agravando a miséria e a fome.
Ora aqueles amigos, tal como o
orador referido, sobrepõem a tudo a liberdade de expressão, como a expressão democrática
máxima. Onde é que ela é plena, absoluta? Em Portugal há verdadeira liberdade
de expressão, quando todos os media, publicos e privados, incluindo os
desportivos, são controlados por uma poderosa clique, a mando do grande capital
e não haja receio nem se fuja a afirmá-lo. Por outro lado, os caciques do
estado velho ou os seus descendentes mais algum clero reaccionário, continuam a
dominar amplas regiões do país, sobretudo as menos desenvolvidas, condicionando
as opiniões e as escolhas eleitorais dos cidadãos, desde o 25 de Novembro de
1975.
Além do que se passa neste
país, quais são aqueles onde se exerce a liberdade de expressão em plenitude?
Pois eu respondo: não há nenhum.
Concluindo, voltemos a Cuba,
pergunto: as grandes conquistas da Revolução Cubana, reconhecidas por toda a
gente, mesmo os opositores internos e estrangeiros, devem ou não, ser defendidas ou entregues à voragem da tal liberdade
de expressão, queiram ou não, sempre controlada?
domingo, 27 de novembro de 2016
MORREU O «DITADOR» FIDEL DE CASTRO
Fidel de Castro, foi figura maior do
século XX, mesmo para aqueles que não nutrem simpatia por ele. Nas ruas de
Havana, noutras cidades cubanas e pelo mundo. houve manifestações de pesar enquanto
que em Miami foram reacções de júbilo pelo desaparecimento de Fidel.
O título que domina os media em
Portugal e no estrangeiro foi: MORREU O DITADOR.
Ditador porquê? Porque, com apoio
do seu povo, defendeu sempre, sem desfalecimentos, a sociedade socialista implantada
em Cuba desde 1959, contra inimigos internos e externos poderosos, como os EUA?
Segundo foi revelado ontem, houve mais de 600 tentativas de assassinato de Fidel,
promovidas e municiadas pelos EUA que nunca aceitaram a vitória da Revolução Cubana
sobre o seu protegido Fulgêncio Batista, um ditador sanguinário e corrupto, num
país transformado em grande casino e antro de prostituição. De resto, os EUA
protejaram, durante décadas, todos os terríveis ditadores sulamericanos,
causadores de sofrimentos inauditos nos povos da região, nomeadamente Pinochet,
Videla, Figueiredo, e tantos, tantos outros.
É preciso não esquecer a malograda
tentativa de invasão na Baía dos Porcos, por tropas estadunidenses que foram
derrotadas e humilhadas pelo exército deste minúsculo país insular. Sem o
sustentáculo do seu povo, vítima de um sofrimento atroz, tal não teria sido
possível.
Quase sessenta anos passados a
Revolução triunfou criando uma sociedade sem classes e a realidade actual dos
cubanos demonstra-o.
Neste país, após a erradicação do
analfabetismo, o ensino é gratuito a todos os níveis escolares, desde a
instrução primária ao doutoramento, a saúde é igualmente gratuita para todos, credenciada e reconhecida na OMS e nos meios científicos
internacionais que tem formado profissionais altamente competentes, os quais
têm dado apoio a países de vários continentes, em cumprimento do
internacionalismo proletário. Também é um marco importante a igualdade de
salários nas empresas publicas, entre operários e técnicos superiores.
Esta situação é uma realidade
apesar do criminoso embargo dos EUA, condenado em praticamente todas as
instâncias internacionais, que ao longo de mais de 50 anos, isolou do resto do
mundo a pequena ilha, ao pé da sua porta, impedindo o relacionamento aberto com
todos os países, em benefício mútuo. Não é despiciendo salientar também a
importância da propaganda da sociedade de consumo desenfreado, em muitos casos
do superfluo, em prejuizo do essencial, fenómeno a que os mais jovens são sensíveis.
Por outro lado, o colapso da
União Soviética, principal parceiro de Cuba, com trocas de bens essenciais, em
todos os domínios do mercado, dificultou ainda mais a vida dos cidadãos e o
desenvolvimento nos mais diversos sectores.
Mesmo assim, Cuba resistiu, está
bem viva, porque é apoiada pelo seu povo. Quantos países conseguiriam resistir
à gigantesca pressão exercida pelo colosso estadunidense, seus indefectíveis
aliados, denegrindo permanentemente a sua imagem, com o objectivo de sufocá-la?
Uma das principais pedras de toque contra Cuba é a alegada falta de liberdade
de opinião. A proposito, um dos opositores mais famosos do regime, Guillermo
Fariñas, herói dos media «ocidentais», é frequentemente entrevistado e escreve
artigos de opinião quando lhe apetece, de tempos a tempos faz greve da fome, o
que é que lhe acontece?
Até agora perderam, a luta
continua.
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